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Slow switchNas discussões sobre o externismo em filosofia da mente, slow switch, termo da lÃngua inglesa que pode ser traduzido para a lÃngua portuguesa como troca lenta ou despercebida, é um conceito que se refere à s mudanças do nosso conteúdo mental. Segundo a tese externista, os pensamentos são afetados pelo ambiente onde a pessoa se encontra atualmente, de modo que a memória de um pensamento qualquer anterior não é mais a mesma em um momento posterior devido a simples mudança de ambiente, mas o sujeito não percebe esta troca. [editar] O argumento da memória e a teoria da inclusãoO externismo propõe que a individuação do conteúdo mental depende de fatores externos ao sujeito. Essa doutrina parece minar tanto a possibilidade de autoconhecimento a priori, quanto a possibilidade de que indivÃduos possuam acesso privilegiado aos seus próprios pensamentos. Tyler Burge propôs uma tentativa de reconciliar o externismo com autoconhecimento autoritativo, a teoria da inclusão. Ele identifica uma classe de crenças da forma "Penso (com isto) que a escrita necessita a concentração" ou "Estou pensando que a água é um lÃquido". Burge considera esses casos como instâncias paradigmáticas de autoconhecimento, e propõe que nesses casos o sujeito possui simultaneamente um pensamento de primeira-ordem (que a água é um lÃquido) e pensa a respeito deste como seu próprio pensamento. Uma crÃtica notável a Burge é o argumento da memória de Paul Boghossian (1989, 22–23). Boghossian observa que na teoria da inclusão, é possÃvel que S saiba que está tendo um pensamento de água em um tempo t1, mas se ele subseqüentemente sofre um slow switch para uma Terra Gêmea na qual o seu conceito de água é trocado por um conceito de "tágua" (ing. twater), então em t2, S (não esquecendo de nada) será incapaz de dizer o que o conteúdo do seu pensamento era em t1. Boghossian conclui que a única explicação para que S amanhã não saiba o que ele sabe hoje não é que ele tenha esquecido, mas que ele nunca tenha sabido. "Os juÃzos auto-verificantes de Burge não constituem conhecimento genuÃno" (1989, 23). Peter Ludlow (1995) formula esse argumento da seguinte maneira:
O argumento de Boghossian é igualmente alvo crÃticas. Ludlow, Sven Bernecker, e Anthony Brueckner tentam defender a teoria da inclusão contra a crÃtica de Boghossian, ao mesmo tempo sendo fiéis à hipótese de que o slow switch implica a perda de conceitos. John Gibbons e Burge, por outro lado, criticam Boghossian ao rejeitar sua premissa maior: eles sugerem que o slow switch implica a adição de novos conceitos, não a perda de conceitos antigos. [editar] Ver[editar] Referências
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