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Ruanda
Ruanda (por vezes apresentado graficamente na sua forma em língua francesa Rwanda) é um pequeno país montanhoso da África, encravado entre o Uganda, a norte, a Tanzânia, a leste, o Burundi, a sul e a República Democrática do Congo, a oeste. Capital: Kigali.
[editar] HistóriaAo contrário dos seus vizinhos, Ruanda, que era um reino centralizado, não teve a sua “sorte” decidida na Conferência de Berlim (de 1885) e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890, numa conferência em Bruxelas, em troca de Uganda e da ilha de Heligoland. No entanto, as fronteiras desta colônia – que, na altura incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória – só foram definidas em 1900. Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protectorado foi entregue à Bélgica, por mandato da Liga das Nações. O domínio belga foi muito mais directo e duro que o dos alemães e, utilizando a Igreja Católica, manipulou a classe alta dos tutsi para reprimir o resto da população - majoritariamente hutus e demais tutsis - incluindo a cobrança de impostos e o trabalho forçado, criando um fosso social maior do que o que já existia. Depois da Segunda Guerra Mundial, Ruanda tornou-se novamente um protectorado, pelas Nações Unidas, tendo a Bélgica como autoridade administrativa. Através de uma série de processos, incluindo várias reformas, o assassinato do rei Mutara III Charles, em 1959 e a fuga do último monarca do clã Nyiginya, o rei Kigeri V, para Uganda, os hutus ganharam mais poder e, na altura da independência, em 1962, os hutus eram os políticos dominantes. Em 25 de Setembro de 1960, a ONU organizou um referendo no qual os ruandeses decidiram tornar-se uma república. Depois das primeiras eleições, foi declarada a República de Ruanda, com Grégoire Kayibanda como primeiro ministro. Após vários anos de instabilidade, em que o governo tomou várias medidas de repressão contra os tutsis, em 5 de Julho de 1973, o major general Juvénal Habyarimana, que era ministro da defesa, destituiu o seu primo Grégoire Kayibanda, dissolveu a Assembleia Nacional e aboliu todas as actividades políticas. Em Dezembro de 1978 foram organizadas eleições, nas quais foi aprovada uma nova constituição e confirmado Habyarimana como presidente, que foi reeleito em 1983 e em 1988, como candidato único mas, em resposta a pressões públicas por reformas políticas, Habyarimana anunciou em Julho de 1990 a intenção de transformar o Ruanda numa democracia multipartidária. No entanto, nesse mesmo ano, uma série de problemas climáticos e econômicos geraram conflitos internos e a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis refugiados nos países vizinhos lançou ataques militares contra o governo hutu, a partir de Uganda. O governo militar de Juvénal Habyarimana respondeu com programas genocidas contra os tutsis. Em 1992 foi assinado um cessar-fogo entre o governo e a RPF em Arusha, Tanzania. Em 6 de Abril de 1994, Juvénal Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, o presidente do Burundi, foram assassinados quando o seu avião foi atingido por fogo quando aterrisava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e milícianos ligados ao antigo regime mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus oposicionistas, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda. Entretanto, a RPF, sob a direção de Paul Kagame ocupou várias partes do país e, em 4 de Julho entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas de manutenção da paz ocupavam o sudoeste, durante a “Opération Turquoise”. Ainda trabalha-se para julgar os culpados pelo massacre de Ruanda. Até 2001, 3 mil foram julgados, com 500 penas máximas. Paul Kagame ficou como vice-presidente e Pasteur Bizimungu como presidente mas, em 2000, os dois homens fortes entraram em conflito, Bizimungu renunciou à presidência e Kagame ficou como presidente. Em 2003, Kagame foi finalmente eleito para o cargo, no que foram consideradas as primeiras eleições democráticas depois do Genocídio. Entretanto, cerca de 2 milhões de hutus refugiaram-se na República Democrática do Congo, com medo de retaliação pelos tutsis. Muitos regressaram, mas conservam-se ali milícias que têm estado envolvidas na guerra civil daquele país. Um filme que ajuda entender a amplitude do conflito e a interferência internacional durante a formação, o decorrer e o fim do Genocídio é "Hotel Ruanda", que conta a história de um hoteleiro chamado Paul Rusesabagina, que enfrenta a difícil tarefa de defender sua família e amigos tutsis, da repressão hutu, e acaba por abrigar diversos refugiados, em miséria e pavor, em seu hotel antes destinado aos turistas e missionários na região. A história é baseada em fatos reais. [editar] PolíticaO Ruanda é uma república unitária, com um regime político democrático, do tipo presidencial, com forte componente militar. [editar] SubdivisõesObs.: o trecho seguinte está "compactado" de modo a despoluir visualmente o contexto da página toda. Antes de Janeiro de 2006, o Ruanda estava dividido em 12 intara, partidos em 160 akarere, que foram compartimentados em 1545 umujyi, foram ainda divididos em 9165 partes. As intara eram:
O Ruanda está dividido em 5 províncias (intara), as quais estão por sua vez divididas em distritos. As províncias são: [editar] GeografiaRuanda é um país localizado no interior da África. Faz fronteira ao norte com Uganda, ao sul e a leste com Tanzania e a oeste com a República Democrática do Congo. A fronteira com a República Democrática do Congo está estabelecida em grande parte pelo lago Kivu, sendo parte do Vale do Rift. É um país muito acidentado, com muitas montanhas e vales, pelos quais é conhecido como o país das mil colinas. Embora localizado somente a dois graus ao sul do equador, a elevada altitude de Ruanda torna o clima temperado. A temperatura média próxima ao lago Kivu, a uma altura de 1.463 metros é de 23°C. Durante as duas estações chuvosas (Fevereiro-Maio e Setembro-Dezembro), ocorrem enchentes prolongadas, alternadas com o tempo ensolarado. As médias pluviométricas anuais são de 80 centímetros, mas são mais intensas nas montanhas ocidentais e do noroeste do que nos savanas orientais. Principais indicadores sobre o Ruanda:
[editar] Economia
Centro de Kigali, capital do país.
Ruanda é um país rural com aproximadamente 90% da população trabalhando na agricultura. É o país mais densamente povoado da África, tem poucos recursos naturais e um setor industrial extremamente pequeno. As exportações de Ruanda se resumem em café e chá. A base econômica frágil de Ruanda se agravou em 1994, quando a população do país, especialmente as mulheres, foi severamente castigada, num dos episódios de genocídio mais brutais da história. Isso corroeu a habilidade do país em atrair o investimento privado e externo. Entretanto, Ruanda fez progresso significativo em estabilizar e em revigorar sua economia nos últimos 10 anos.
[editar] DemografiaInformações sobre a demografia de Ruanda:
[editar] Cultura
[editar] Tópicos diversosReferências |
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