Rio Grande do Sul

Estado do Rio Grande do Sul
Bandeira do Rio Grande do Sul
Brasão do Rio Grande do Sul
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do Rio Grande do Sul
Gentílico: gaúcho ou sul-rio-grandense

Localização do Rio Grande do Sul

Localização
 - Região Sul
 - Estados limítrofes Santa Catarina (ao norte)
 - Mesorregiões 7
 - Microrregiões 35
 - Municípios 496
Capital Porto Alegre
Governo 2007 a 2011
 - Governador(a) Yeda Crusius (PSDB)
 - Vice-governador(a) Paulo Affonso Feijó (DEM)
 - Deputados federais 31
 - Deputados estaduais 55
Área  
 - Total 281.748,538 km² ()
População 2007
 - Estimativa 10.582.840 hab. ()
 - Urbana 81,6 hab.
 - Densidade 37,56 hab./km² (13º)
Economia 2005
 - PIB R$144,344 bilhões ()
 - PIB per capita R$13.310 ()
Indicadores 2000
 - IDH 0,814 () – elevado
 - Esper. de vida 74,5 anos ()
 - Mort. infantil 15,4/mil nasc. ()
 - Analfabetismo 5% ()
Fuso horário UTC-3
Clima subtropical Cfa/Cfb
Sigla BR-RS
Site governamental www.rs.gov.br

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O Rio Grande do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localizado na Região Sul, possui como limites o estado de Santa Catarina ao norte, o oceano Atlântico ao leste, o Uruguai ao sul, e a Argentina a oeste.

Sua capital é a cidade de Porto Alegre, e outras importantes cidades são: Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria e Rio Grande

É o estado mais meridional do país, conta com o quarto maior PIB[1] - superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais -, o quinto mais populoso[2] e o quarto índice de desenvolvimento humano (IDH) mais elevado[3].

O estado possui papel marcante na história do Brasil, tendo sido palco da Guerra dos Farrapos, a maior guerra civil do país, e o mais longo conflito armado das Américas. Sua população é em grande parte formada por descendentes de índios, portugueses, alemães, italianos, africanos e asiáticos[4].

Em certas regiões do estado, como a Serra Gaúcha e a região rural da metade sul, ainda é possível ouvir dialetos da língua italiana (talian) e do alemão (Hunsrückisch, Plattdeutsch)[4].

Índice

[editar] História

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Ver artigo principal: História do Rio Grande do Sul
Sirvam nossas façanhas
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Trecho do Hino do Rio Grande do Sul, com letra de Francisco Pinto da Fontoura
As ruínas jesuítas de São Miguel das Missões. Patrimônio da Humanidade desde 1983 no estado do Rio Grande do Sul.
As ruínas jesuítas de São Miguel das Missões. Patrimônio da Humanidade desde 1983 no estado do Rio Grande do Sul.

Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões, próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses, em 1680, quando a coroa portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas espanhóis estabeleceram, em 1687, os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa comandada pelo brigadeiro José da Silva Paes foi enviada para garantir aos lusitanos a posse de terras no Sul, objeto de disputa entre Portugal e Espanha.

Ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano, a Barra do Rio Grande de São Pedro constituía-se no local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior, e em meio caminho entre Laguna e a Colônia do Sacramento.

Em 1737, o brigadeiro José da Silva Paes transpôs a Barra do Rio Grande de São Pedro, ali fundando o presídio do Rio Grande, e erguendo o Forte Jesus, Maria e José. A foz da Lagoa dos Patos, no Oceano Atlântico, considerada erroneamente como rio, foi a origem do nome da primeira povoação do Rio Grande do Sul, a atual cidade do Rio Grande.

Em 1742, os colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. As lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis, tiveram fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território. Em 1807, a área foi elevada à categoria de capitania. A cidade de Viamão antecedeu Porto Alegre como sede do governo. Grupos de imigrantes alemães começaram a chegar a partir de 1824 e de italianos após 1875.

O Rio Grande do Sul, em meados de 1880, apresentava uma economia de caráter fundamentalmente agropecuário, dividida em duas matrizes socioeconômicas: a atividade ligada à pecuária e ao charque na região da Campanha (sul do estado) e a agricultura e o artesanato colonial na Serra (norte do estado). Contudo, a produção de ambas as matrizes dirigia-se para um destino comum: abastecer o mercado interno brasileiro de alimentos, dando ao Rio Grande do Sul a famosa denominação de “celeiro do Brasil”. O estado estava integrado assim em uma divisão regional do trabalho do Brasil: como estado periférico, produzia alimentos e matérias-primas (como o couro) para a atividade agroexportadora no Brasil central. Como o estado produzia bens de baixo valor em um mercado altamente competitivo, a acumulação de capital era relativamente mais baixa no Rio Grande do que no resto do Brasil. Podem-se encontrar nas cidades os famosos CTGs (Centro de Tradições Gaúchas) onde cultivam-se as tradições do estado.

O Laçador, famosa estátua gaúcha encontrada em Porto Alegre. Teve como inspiração o tradicionalista gaúcho Paixão Côrtes.
O Laçador, famosa estátua gaúcha encontrada em Porto Alegre. Teve como inspiração o tradicionalista gaúcho Paixão Côrtes.

Contudo, o setor mais progressista da economia sul-rio-grandense daquela época já se tornava a agricultura colonial, a qual apresentava um grande potencial de capitalização, incentivando assim o desenvolvimento das atividades comerciais e industriais no estado.

Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas, como a Guerra dos Farrapos (1835-45), e participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-70). As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas (1928) o estado foi pacificado.

A economia gaúcha na República Velha não apresentou uma brusca ruptura em relação às suas características no período do Império. Isto é, o Rio Grande do Sul continuou inserido na divisão regional do trabalho, na economia brasileira: encarregava-se primordialmente de abastecer o mercado interno nacional, com especial atenção à região agroexportadora cafeeira, de bens de base primária, como o charque, produtos agrícolas coloniais e o couro, usados como alimentos e matérias-primas. Porém, o crescimento econômico estadual enfrentava barreiras muito restritivas nessa época: do lado da pecuária, por essa atividade ter sido explorada de maneira meramente extensiva, o crescimento era limitado pela expansão de apenas dois fatores – terra e gado – os quais, por serem mas específicos do que fatores produtivos como capital e mão-de-obra, eram relativamente mais escassos. Do lado da agricultura, mas afetando também a pecuária, o crescimento da produção rio-grandense estava vinculado à expansão da demanda interna brasileira por bens primários, sendo por isso limitado às necessidades do mercado interno brasileiro.

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Rio Grande do Sul

O estado do Rio Grande do Sul ocupa uma área de 282.062 km² (cerca de pouco mais que 3% de todo território nacional, equivalente ao do Equador) e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT. Todo o seu território está abaixo do Trópico de Capricórnio. No Brasil, o estado faz parte da região Sul, fazendo fronteiras com o estado de Santa Catarina e dois países: Uruguai e Argentina. É banhado pelo oceano Atlântico e possui duas das maiores lagoas do Brasil: a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira, além de possuir uma das maiores lagunas do mundo: a Lagoa dos Patos, que possui água salobra.

Sua população constitui cerca de 6% do número de habitantes do país.

[editar] Vegetação

Araucárias, típica dos gelados Planaltos-Rio Grandenses.
Araucárias, típica dos gelados Planaltos-Rio Grandenses.
Folhas de erva-mate.
Folhas de erva-mate.

O Rio Grande do Sul apresenta quatro tipos de vegetação espalhadas pelo seu território:

A floresta subtropical é uma floresta mista, composta por formações de latifoliadas e de coníferas. Estas últimas são representadas pelo pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que não aparece em agrupamentos puros. A floresta mista ou Mata de Araucárias recobria as porções mais elevadas do estado, isto é, a maior parte do planalto nordeste e partes do centro. Essa formação ocupa grande parte do planalto gaúcho e ainda parte dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Atualmente, é a única das florestas que sofre maior exploração econômica em todo o Brasil, por ser a única que apresenta grande número de indivíduos da mesma espécie (pinheiros) em agrupamentos suficientemente densos (embora não puros) para permitir ainda mais o extrativismo vegetal.

Predomina no sul e oeste gaúcho. Existência das pradarias propícias à criação de gado. Em uma área na altura da cidade de Alegrete existem areais, comumente confundidos com desertos. A área "desertificada" não tem características diretamente ligadas a um deserto, como as geadas por exemplo, que cobrem de branco essa mancha na Campanha Gaúcha todos invernos. A ocorrência dos areais é natural, porém tem se agravado devido à ação antrópica.

  • Vegetação litorânea

Vegetação úmida ao longo do litoral gaúcho, com grandes extensões de areia.

Abrange as demais regiões gaúchas e é uma formação vegetal brasileira. Acompanhava o litoral do país, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste chegava até Argentina e Paraguai.

[editar] Clima

O clima do Rio Grande do Sul é subtropical úmido (ou temperado), constituído por quatro estações razoavelmente bem definidas, com invernos moderadamente frios e verões quentes (amenos nas partes mais elevadas), separados por estações intermediárias com aproximadamente três meses de duração, e chuvas bem distribuídas ao longo do ano.

Devido às diferenças altimétricas, o clima do estado divide-se ainda, segundo a classificação climática de Köppen, nos tipos Cfa e Cfb. O clima subtropical úmido com verões amenos (Cfb) ocorre na Serra do Sudeste e na Serra do Nordeste, onde as temperaturas médias dos meses de verão ficam abaixo dos 22°C, e o tipo Cfa nas demais regiões, onde a temperatura média do mais quente ultrapassa os 22°C.

Devido à sua situação latitudinal (inserida no contexto das latitudes médias), o Rio Grande do Sul apresenta características peculiares diferentes do clima do resto do Brasil. As temperaturas do estado, em diversas regiões, estão entre as mais baixas do inverno brasileiro, chegando a -6°C em cidades como Bom Jesus, São José dos Ausentes e Vacaria, com geadas freqüentes e ocasional precipitação de neve.

A temperatura mínima registrada no estado foi de -9,8°C no município de Bom Jesus, em 1º de agosto de 1955[5], enquanto a temperatura máxima registrada foi de 42,6°C em Jaguarão, no sul do estado, em 1943[6]. Municípios como Uruguaiana, Lajeado e Campo Bom destacam-se em recordes de temperaturas altas no verão, registrando temperaturas que por vezes chegam aos 40°C. O estado está ainda sujeito, no outono e no inverno, ao fenômeno do veranico, que consiste de uma sucessão de dias com temperaturas anormalmente elevadas para a estação.

No estado, a neve ocorre com maior freqüência nas regiões serranas do nordeste, entre as altitudes de 900 a 1400 m, denominadas de campos de cima da serra, onde estão as cidades mais frias do país, como São José dos Ausentes, Bom Jesus e Cambará do Sul (acima de 1000 m de altitude), e Vacaria (acima de 900 m), locais em que o fenômeno ocorre praticamente em todos os anos (geralmente com fraca intensidade e em poucos dias no inverno), além de outras cidades acima dos 600 metros de elevação, de forma mais esporádica. No resto do estado, a neve é muito rara ou nunca registrada. Porém, fortes geadas podem atingir toda a área estadual.

[editar] Furacão Catarina

Ver artigo principal: furacão Catarina
O Furacão visto de satélite
O Furacão visto de satélite

O furacão Catarina, que se formou em 24 de março de 2004 e se dissipou em 28 de março de 2004, foi o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul. O furacão atingiu a categoria 2 na Escala Saffir-Simpson, com ventos de até 160 Km/h e que devastaram o extremo nordeste gaúcho e a costa leste de Santa Catarina, causando cerca de 250 milhões de reais de danos.

[editar] Tornados

O Rio Grande do Sul é um dos estados do Brasil mais atingidos por esse tipo de fenômeno. O maior tornado já registrado no estado foi o de Muitos Capões, atingindo o fator F2 na Escala Fujita. Todos os tornados já registrados no estado foram:

[editar] Relevo

Ver artigo principal: Relevo do Rio Grande do Sul

O relevo gaúcho é bastante variado, com um planalto ao norte, depressões no centro e planícies costeiras. Ao norte, ultrapassando os 1000 metros e podendo chegar a menos de 100 metros no Vale do Taquari.

O ponto culminante do estado é o Pico do Monte Negro, em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra, com 1410 metros, à beira da Serra Geral.

O Rio Grande do Sul tem quatro unidades morfológicas: Planalto Norte-Riograndense (ou Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná ou Planalto meridional), Depressão Central, Escudo Sul-riograndense (Serras de Sudeste) e Planície Costeira.

[editar] Planalto Norte-riograndense (ou planalto meridional)

Cânion de Itaimbezinho.
Cânion de Itaimbezinho.

Formado por rochas basálticas da era mesozóica, essa área fica a nordeste do estado, onde se encontram as partes mais altas do estado, podendo chegar aos 1000 metros. O ponto mais alto é o Pico do Monte Negro, na cidade de São José dos Ausentes, com 1410 metros. O relevo rio-grandense é caracterizado por coxilhas suaves e vales rasos. Sem transição, as ondulações suaves dão lugar à paredões verticais e rochas basálticas.

Com uma altitude média de 950 metros, nos dias claros pode-se divisar o Oceano Atlântico desde as bordas dos cânions, bem como diversas cidades próximas da costa, como Praia Grande (SC) ou Torres (RS). Formado a partir de intensas atividades vulcânicas havidas há milhões de anos, sucessivos derrames de lava vieram originar o Planalto Sul brasileiro, coberto por campos limpos, matas de araucárias e inúmeras nascentes de rios cristalinos. Ao leste, este imenso platô é subitamente interrompido por abismos verticais que levam à região litorânea, daí originando-se o nome de Aparados da Serra. Em alguns pontos, decorrentes de desmoronamentos, falhas naturais da rocha e processos de erosão, encontram-se grandiosos cânions, tais como o Itaimbezinho.

O Itaimbezinho é um cânion (ou desfiladeiro) situado no Parque Nacional de Aparados da Serra, a cerca de 170 quilômetros ao nor-nordeste de Porto Alegre, próximo à fronteira do estado de Santa Catarina. O cânion tem uma extensão de 5,8 quilômetros, com uma largura máxima de dois quilômetros e uma altura máxima de cerca de 700 metros, sendo percorrido pelo arroio Perdizes. Dentre estes, existem outros como Churriado, o Malacara e o Fortaleza.

[editar] Depressão Central

Ao centro do estado fica a Depressão Central, que são terrenos de baixa altitude ligados de leste a oeste, beirados por terras baixas, não passando de 400 metros de altitude, onde se encontram importantes cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Bagé e São Gabriel.

[editar] Escudo Sul-Riograndense

Logo ao sul localiza-se o Escudo Sul-Riograndense, também conhecido como Serras de Sudeste, que é formado de rochas do período Pré-Cambriano e, por isso, desgastado pela erosão. O ponto mais alto não ultrapassa os 600 metros de altitude. Abrange cidades como Camaquã e Canguçu.

[editar] Planície Costeira

Ver artigo principal: Veja a lista de lagoas do RS

Abrange toda a faixa litorânea do Rio Grande do sul e algumas áreas da Grande Porto Alegre, onde os terrenos estão em baixa altitude. Corresponde a uma faixa arenosa com mais de 622 quilômetros de extensão, com grande ocorrência de lagunas e lagos. As lagunas são lagos de águas salgadas, portanto ligadas ao mar. As mais famosas são: Laguna dos Patos, Lagoa Mirim e Lagoa da Mangueira. Na cidade de Torres, se localiza a única ilha oceânica do estado, a Ilha dos Lobos. Abrange o porto mais importante do estado, o de Rio Grande, e cidades como Torres e Capão da Canoa.

[editar] Hidrografia

Ver artigo principal: Veja a lista de rios do RS

A hidrografia do Rio Grande do Sul pode ser classificada em três regiões:

  • Região hidrográfica da Bacia do Rio Uruguai, cujas águas drenam para o rio Uruguai;
  • Região hidrográfica da Bacia do Guaíba, cujas águas drenam para o lago Guaíba;
  • Região hidrográfica das Bacia do Litoral, cujas águas drenam ou para a lagoa dos Patos e Mirim, ou direto para o oceano Atlântico).

O uso do solo na primeira região está diretamente vinculado às atividades agropecuárias e também agroindustriais.

Os principais rios do estado são:

[editar] Mesorregiões, microrregiões e municípios

Ver artigos principais: Mesorregiões do RS, Microrregiões do RS e Municípios do RS.
Divisões do estado
Divisões do estado

O estado Rio Grande do Sul é dividido em sete (7) mesorregiões, trinta e cinco (35) microrregiões e quatrocentos e noventa e seis (496) municípios, segundo o IBGE.

  1. Mesorregião do Centro Ocidental Rio-Grandense
  2. Mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense
  3. Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre
  4. Mesorregião do Nordeste Rio-Grandense
  5. Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense
  6. Mesorregião do Sudeste Rio-Grandense
  7. Mesorregião do Sudoeste Rio-Grandense

[editar] Ilhas

O Rio Grande do Sul abriga uma única ilha oceânica, a Ilha dos Lobos, localizada na cidade de Torres. É a única ilha brasileira a abrigar leões-marinhos em certas épocas do ano, e uma das duas mais importantes áreas de concentração deste animal no litoral brasileiro. [7]

[editar] Aglomerações urbanas

[editar] Aglomeração nordeste

Abrange o núcleo Caxias do Sul-Bento Gonçalves, com uma população de aproximadamente 680 mil habitantes

Município População
Caxias do Sul 412.053
Bento Gonçalves 104.423
Farroupilha 62.966
Garibaldi 29.709
Flores da Cunha 28.195
Carlos Barbosa 23.609
São Marcos 21.250
Nova Prata 20.021
Monte Belo do Sul 2.850
Nova Pádua 2.465
Santa Tereza 1.531

[editar] Aglomeração sul

Mercado Público de Pelotas.
Mercado Público de Pelotas.

Apresenta duas das maiores cidades do estado, Pelotas e Rio Grande, e tem a segunda maior população nas aglomerações, aproximando-se de 600 mil habitantes.

Município População
Pelotas 346.452
Rio Grande 196.982
Capão do Leão 27.283
São José do Norte 25.071
Arroio do Padre 2.739

[editar] Aglomeração litoral norte

Praia da Guarita, na cidade de Torres.
Praia da Guarita, na cidade de Torres.
Vista da cascata Osório, na cidade com o mesmo nome.
Vista da cascata Osório, na cidade com o mesmo nome.

Abrange as cidades turísticas de Torres, Tramandaí e Capão da Canoa, com uma população em torno de 270.000 habitantes.

Município População
Tramandaí 39.104
Capão da Canoa 38.647
Osório 36.131
Torres 34.913
Imbé 15.856
Palmares do Sul 12.346
Cidreira 11.767
Três Cachoeiras 10.649
Xangri-lá 10.352
Balneário Pinhal 10.083
Terra de Areia 9.194
Maquiné 7.671
Arroio do Sal 6.930
Caraá 6.713
Capivari do Sul 3.550
Morrinhos do Sul 3.539
Três Forquilhas 3.225
Mampituba 3.175
Itati 3.032
Dom Pedro de Alcântara 2.918
[editar] Praias
Vista do Morro Osório
Vista do Morro Osório
Cidade de Tapes.
Cidade de Tapes.
Ver artigo principal: Veja a lista de praias do RS

[editar] Região Metropolitana de Porto Alegre

Parque da Redenção em Porto Alegre.
Parque da Redenção em Porto Alegre.
Biblioteca Pública da capital
Biblioteca Pública da capital

A Região Metropolitana de Porto Alegre é a maior do Sul do Brasil e a quarta maior do Brasil. A Região Metropolitana de Porto Alegre, também conhecida como a Grande Porto Alegre, reúne 31 municípios do estado do Rio Grande do Sul em intenso processo de conurbação. O termo refere-se à extensão da capital Porto Alegre, formando com seus municípios lindeiros uma mancha urbana contínua. Sua população é de 4.101.042 habitantes, com uma densidade demográfica de aproximadamente 414,78 hab/km². Conta com os municípios de:

Município População (05/10/2007)
Porto Alegre 1.420.667
Canoas 326.458
Gravataí 261.150
Viamão 253.264
Novo Hamburgo 253.067
São Leopoldo 207.721
Alvorada 207.142
Sapucaia do Sul 122.099
Cachoeirinha 112.613
Guaíba 93.217
Esteio 78.451
Sapiranga 73.983
Montenegro 56.790
Campo Bom 56.585
Taquara 53.441
Parobé 48.716
Estância Velha 40.740
Santo Antônio da Patrulha 37.893
Charqueadas 33.742
Eldorado do Sul 31.322
Portão 28.559
Dois Irmãos 24.846
Triunfo 24.016
Nova Santa Rita 20.591
São Jerônimo 20.556
Ivoti 18.549
Nova Hartz 16.541
Arroio dos Ratos 13.656
Capela de Santana 10.950
Glorinha 6.908
Araricá 4.781

[editar] Problemas ambientais

O Rio Grande do Sul enfrenta diversos problemas ambientais em seu território, resultantes da má apropriação de recursos naturais.

Muitos desses problemas são facilmente identificáveis por abrangerem grandes extensões territoriais e por afetarem diretamente a qualidade de vida da população. Na região da Campanha, próxima à cidade de Alegrete, existe um grande pedaço de terra em "processo de desertificação", em conseqüência da criação extensiva de gado bovino.

Atualmente, a grande preocupação é a substituição dos campos (pampa) pelo plantio de eucaliptos e pinus, que deterioram a fertilidade do solo, modificando o ecossistema típico desta região. [8]

A monocultura de eucaliptos e pinus em grande área, antes pasto para o gado ou mata atlântica, vem sendo praticada pela instalação de empresas multinacionais, sem controle de políticas ambientais que protejam o meio ambiente. [8]

[editar] Turismo

Ver também: Turismo no Sul do Brasil
Lago Negro na cidade de Gramado.
Lago Negro na cidade de Gramado.

O Rio Grande do Sul é um estado com vastas opções de turismo. O estado recebe anualmente cerca de 2,0 milhões de turistas de fora do país. As praias do litoral norte nas cidade de Capão da Canoa, Tramandaí e Torres são as mais conhecidas no estado, esta última apresentando falésias. São três pedras que ficam na beira do mar, sendo que uma delas avança mar a dentro em uma altura de 30 metros.

As serras atraem milhares de turistas todos os anos, no inverno e verão. As cidades de Gramado e Canela são conhecidas na época de Natal pela decoração das cidades, juntamente com os parques natalinos. No inverno, os turistas visitam essas cidades juntamente com São José dos Ausentes e Cambará do Sul, devido às temperaturas baixas, muitas vezes negativas e com a possibilidade de queda de neve, para a felicidade dos turistas.

Nas mesmas se encontram os cânions de Itaimbezinho e da Fortaleza, os quais são dos maiores do Brasil. Em Gramado acontece o Festival de Cinema. Na conhecida como "Pequena Itália", em que se localizam as cidades de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi, pode-se encontrar as melhores vinícolas do Brasil. Ainda a oeste, se encontram as Missões Jesuíticas, nas cidade de São Miguel das Missões e arredores.

Embora com menor destaque turístico, a região de Pelotas, reconhecida por ser a cidade brasileira do doce e por possuir grandes monumentos e prédios tradicionais e seculares, vem alcançando destaque com a festa anual denominada Fenadoce.

As Serras Gaúchas são as maiores produtoras de vinhos do Brasil.
As Serras Gaúchas são as maiores produtoras de vinhos do Brasil.

Na serras do estado (Bento Gonçalves e Garibaldi), se localizam a maior concentração de produtores de vinho do país. Mais ao sul, na região da Campanha, está situada a segunda mais importante área produtora. As vinícolas gaúchas são premiadas internacionalmente, em razão da alta qualidade de seus vinhos e espumantes. [9]

O estado é privilegiado pela sua condição geo-climática, estando situado no início da faixa entre os paralelos 30° e 50°, considerada ideal para a procução de uva vinífera. Isso lhe permite a produção de cepas nobres de uvas européias, como Merlot, Chardonnay e Cabernet Sauvignon, entre outras. A uva e o vinho gaúchos são produzidos sob as melhores técnicas disponíveis e condições tecnologicas avançadas, a exemplo das melhores regiões vinícolas da Europa. [9]

  • Litoral

Ao Norte, o litoral do estado nasce em uma pequena faixa entre o mar e a serra, onde se encontra o maior cordão de lagos da América Latina. São cerca de 50 lagos, que se ligam através de rios e canais. No sul, encontra-se o maior complexo lacustre do mundo, constituído pela Lagoa dos Patos e Lagoa Mirim, as duas maiores do Brasil. Nesse ponto, passa a ser acompanhado por áreas de reservas naturais de preservação que vão até o extremo sul do Brasil, na cidade de Chuí. A costa é retilínea, com cerca de 622 km de extenção, constituindo uma das mais extensas e contínuas praias arenosas do mundo, na qual o visitante encontra rios, praias de água doce, mar aberto, dunas móveis e fixas, com mais de 10 metros de altura, lagos e serras, um complexo único e de rara beleza.

Na cidade de Nova Prata, em meio à mata nativa, há um parque temático com fontes que jorram águas termais numa temperatura de 41°C, e que possuem excelentes propriedades medicinais e terapêuticas.

  • Turismo paleontológico

O Rio Grande do Sul possui um grande potencial para o turismo paleontológico, com muitos sítios paleontológicos e museus, no Geoparque da paleorrota. Há uma grande área no centro do estado que pertence ao triássico na Formação Santa Maria e Formação Caturrita, que datam em 230 milhões. As cidades de Santa Maria, Candelária, São Pedro do Sul, Mata e Agudo pertencem a rota paleontológica. Ali viveram rincossauros, exaeretodons, estauricossauros, guaibassauros, saturnalia tupiniquim, sacissauros, unayssauros, tecodontes e muitos outros.

[editar] Proteção à natureza

[editar] Parques nacionais

[editar] Parques estaduais

Graxains-do-mato no Cânion Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral.
Graxains-do-mato no Cânion Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral.

[editar] Cidades

O Rio Grande do Sul, conforme censo do IBGE em 2006, totalizou 10.978.587 habitantes , com 18 cidades com mais de 100.000 habitantes, tendo duplicado sua população em relação a 1960. Ocupa o quinto lugar entre os estados brasileiros e vem mantendo esta posição desde 1940, à exceção de 1970, quando o Paraná ocupou o quinto e o Rio Grande do Sul o sexto lugar, devido principalmente à intensa emigração de rio-grandenses para outros estados nessa década.

O Rio Grande do Sul pode ser considerado homogêneo em relação à distribuição das cidades em seu território, com exceção da Grande Porto Alegre, que concentra 4.200.000 habitantes aproximadamente

[editar] Os vinte e cinco municípios mais populosos