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Dodecateísmo
El Dodecateísmo o Neopaganismo Helénico refere-se a diversos movimentos reconstrucionistas que tentam reviver, desde a década de 90, as práticas religiosas da Grécia Antiga. Desde 1997, na Grécia, o movimento tem sido sido institucionalizado pelo Supremo Conselho de Ethnikoi Hellenes ou Supremo Conselho dos Gentis Helenos.
[editar] Grupos e designaçõesOs revivalistas modernos ou reconstrucionistas do politeísmo helénico existem de diversas formas, tanto na Grécia como em outros países. Não existem práticas estandardizadas da religião, e, os praticantes, sejam em grupo ou individualemente, usam uma diversidade de nomes sendo que refletem diferenças sútis nas crenças e práticas. Estima-se que talvez 2 mil gregos praticam a tradição helénica e étnica, e, outros 100 mil praticam uma forma de helenismo (dados de 2005).[1] A organização grega YSEE (Ύπατο Συμβούλιο των Ελλήνων Εθνικών, Supremo Conselho dos Gentis Helenos, estabelecido em 1997)[2] actua como uma organização protectora na Grécia. YSEE é um membro fundador do World Congress of Ethnic Religions (Congresso Mundial das Religiões Étnicas) e recebeu o 7º Congresso Anual, em Junho de 2004. YSEE é também membro do programa da União Europeia contra a discriminação. Cerca de 2500 pessoas, em 2005, assistiram ao festival do YSEE, Promotheia. O YSEE refere-se à religião como "Politeísmo Étnico, Tradição Helénica" ou simplesmente "Helenismo", e, os seu praticantes como "Ethnikoi Hellenes". Outra organização, Dodekatheon (Δωδεκάθεον, Dōdekátheon) [3] usa o termo religião helénica (ἑλληνικὴ θρησκεία, hellēnikē thrēskeîa). Existe uma outra organização Helliniki Hetaireia Archaiophilon ou Societas Hellenica Antiquariorum prefere a denominação por a "tradicional religião helénica de Dodecatheon".[4] A organização americana Hellenion utiliza o termo "Hellenismos" (Ἑλληνισμός, Hellēnismós). Este termo corresponde a palavra inglesa Hellenism que significa, no grego arcaico, civilização e cultura da Grécia Antiga, e, actualmente refere-se a totalidade do povo grego e da sua cultura. O termo utilizado na religião advém da organização da Religião Grega efectuada pelo Imperador Romano, Juliano, o Apóstata. A designação de Politeísmo Helénico revivalista moderno foi popularizado por Andrew Campbell, autor de Old Stones, New Temples.[5] Um outro grupo americano, Elaion, utiliza o termo "Dodekatheism".[6] "Paganismo Helénico" é algumas vezes utilizado nas listas de helenismo pagão (HellenicPagan). De qualquer forma, alguns politeístas helénicos, tais como os membros do YSEE[7], deprecia o uso da palavra Pagão visto a palavra ser originalmente um insulto. Outros termos de uso comum pelos politeístas helénicos revivalistas são: "Helénico" ou "Reconstrucionismo Grego" e "Tradicionalismo Helénico". Aqueles que a prática religiosa combina elementos gregos e romanos poderão usar termos como "Paganismo Greco-Romano", "Paganismo Clássico" ou "Olimpismo". Fora da Grécia, as organizações de politeístas do Reconstrucionismo Helénico emergem por volta de 1998. Em Old Stones, New Temples, o primeiro livro anglo-saxónico sobre politeísmo helénico, o autor Drew Campbell indentica o "Reconstrucionismo Pagão" como tendo sido origiado da insastifação com o nível de autenticidade cultural da Wicca.]].[8] A organização americana de politeismo helénico, Hellenion, também identifica as suas práticas como "Reconstrucionismo Pagão Helénico" e enfatiza a exatidão histórica nos seus estatutos de missão.[9] [editar] Politeísmo HelénicoA religião da Grécia Clássica era politeísta tendo sido praticada na área circundante do Mar Egeu. É uma continuação das tradições da Idade do Bronze Final, Período Micênico, e, desde o século IV a.C. evoluindo para a religião helénica dominada pela religião de mistérios e durante o Período Romano pelo emergente monoteísmo do neoplatonismo. A expansão da prática religiosa helénica foi gradualmente cristianizada seguindo os editais publicados pelo Imperador Teodósio I nos finais do século IV. O culto dos antigos Helenos estendeu-se para além da península grega, isto é, para as ilhas e costas da Jónia na Ásia Menor, Magna Grécia (Sicília e Sul da Itália) e para as dispersas colónias gregas no Mediterrâneo Ocidental, por exemplo, Massilia (Marselha). O antigo conceito grego de divindade era geralmente politeísta. As páticas religiosas variavam de local para local, mas os povos gregos reconheciam os doze deuses olímpicos (Zeus, Hera, Poseídon, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Hefesto, Atena, Hermes, Deméter e Héstia ou Dionísio). Outros deuses e heróis eram também conhecidos na mitologia grega. [editar] AdoraçãoO acto público de adoração mais difundido na Grécia antiga era o sacrifício, tanto de sementes ou sangue dos animais sacrificados. Os seguidores dos vários deuses sacrificavam animais específicos para o deus ou deusa que estava a ser adorado. Os sacrifícios tinham múltiplas funções: efectuar um sacrifício como ponto culminante de um festival religioso e público que era realizado antes de uma tarefa importante para conseguir a atenção dos deuses, ou, como parte de um rito de passagem. Os templos da religião grega geralmente não eram locais de assembleia pública onde o povo se encontrariam socialmente para rezarem colectivamente dentro de paredes. A maioria dos templos tinham somente uma imagem de culto e um acumular de oferendas votivas que podia chegar a uma quantia equivalente a um tesouro. As oferendas votivas eram oferecidas aos deuses pelos seus adoradores. Na maioria das vezes eram dadas em agradecimento pelos benefícios concedidos pelos deuses, em antecipação de favores divinos futuros ou para receber aconselhamentos oraculares do deus ou deusa (Hérodoto, 1.46). Também eram efectuadas ofertas para pedir perdão aos deuses por crimes que envolvessem crimes de sangue, impiedade ou violação de costumes religiosos. As oferendas eram mantidas durante algum tempo no santuário e depois eram ritualmente retirados após terem aí permanecido durante algum período de tempo. [editar] TeologiaNos termos modernos, os antigos gregos não tinham nada que se podesse chamar de teologia sistematizada. A arte, a literatura e até a arquitectura desse tempo abundava de imagens e descrições de deuses e heróis gregos. A obra Teogonia de Hesíodo povidencia-nos um mito da criação politeísta e uma ampla genealogia dos deuses gregos. Na tardia história da religião clássica, os neo-platonistas inclusive o imperador romano Juliano, o Apóstata, tentaram organizar as religiões clássicas num sistema de crença uniforme ao qual deram o nome de Hellênismos. Julisno também tentou organizar os cultos helenistas e gregos numa hierarquia que se assemelhasse à do cristianismo. Estes esforços não tiveram grande resultado. Finalmente, o culto público da religião grega foi considerada ilegal pelo imperador Teodósio I sendo também reforçado pelos seus sucessores. A religião grega, estigmatizada como paganismo, a religião do povo rural (pagani), sobreviveu somente nas zonas rurais e tendo sido absorvida em ritos e rituais cristianizados enquanto a Europa entrava na escuridão da Idade Média. [editar] Crenças e PráticasOs politeístas helénicos adoram os antigos deuses gregos inclusivé os Olímpicos, divindades da natureza, deuses do submundo e heróis. Tanto antepassados físicos e espirituais são adorados. É principalmente uma religião votiva ou devocional baseada na troca de oferendas afim de obter a benção dos deuses. As convicções éticas do politeísmo helénico moderno são muitas vezes inspiradas pelas virtudes do antigo grego, tais como, reciprocidade, hospitalidade e moderação.
O principal valor do Helenismo é a eusebeia muitas vezes traduzida como piedade. Isto implica um compromisso em relação à adoração dos deuses helénicos e prática das crenças da religião. Outros valores nucleares são a hospitalidade, auto-controlo e moderação. [editar] ReconstrucionismoNo politeísmo, o Reconstrucionismo Politeísta é uma metologia que tenta colocar a prática religiosa de base moderna com a mesma autenticidade cultural e histórica das práticas religiosas antigas. O termo é normalmente utilizado nos Estados Unidos para diferenciar os movimentos neo-pagãos sincrético do eclético e daqueles baseados em tradições, textos, história e mitologia de uma antiga cultura politeísta específica Em contraste com as tradições ecléticas, os reconstrucionistas estão bem orientados culturalmente e tentam reconstruir formas históricas de paganismo num contexto moderno. Por isso, os reconstrucionistas (helénicos, romanos, keméticos, celtas, germânicos, bálticos, eslavos) tem como objectivo o renascimento das crenças e práticas históricas da Grécia Antiga, Roma Antiga, do Antigo Egipto, dos Celtas, povos Germanos, Bálticos e esclavos respectivamente. [editar] Controvérsia política e discriminaçãoAs organizações de politeísmo helénico moderno são na sua maioria "revivalistas" ou recunstrocionistas, mas muitos aderentes, entre eles, Panagiotis Marinisin do grupo Dodecatheon da Grécia tem declarado que a religião da Grécia Antiga sobreviveu ao longo dos séculos e que ele próprio cresceu numa família que praticava esta religião.[10]
[editar] Politeísmo Helénico e WiccaWorship of the Greek Gods is frequently incorporated into the practice of Neopagan religions such as Wicca, but no connections exist between these eclectic forms of spirituality and the Hellenic tradition.
While there are some Wiccan covens and solitary practitioners dedicated to specific Greek deities, Wicca does not require its practitioners to dedicate themselves exclusively to one pantheon. Additionally, Wiccan worship of Greek gods occurs in the context of an eclectic approach that draws on the mythology of many cultures. This difference in approach has caused some tension between Wiccans and Hellenic polytheists, especially those who consider themselves Reconstructionists.[19] Specific practices that some Reconstructionists find not conducive to the Hellenic tradition include the use of magic[20] historically inaccurate portrayals of the Greek Gods in Neopagan literature, and generalizations and stereotyping that implies only to those who practice Wicca or Wicca-inspired religions are Neopagans. [editar] Veja também[editar] Notas
[editar] Referências
[editar] Bibliografia
[editar] Ligações Externas |