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Páginas da Vida
Páginas da Vida foi uma telenovela brasileira da Rede Globo, escrita por Manoel Carlos e Fausto Galvão com colaboração de Maria Carolina, Leandra Pires, Juliana Peres, Ângela Chaves e Daisy Chaves, dirigida por Jayme Monjardim, Fabrício Mamberti, Teresa Lampreia, Fred Mayrink e Luciano Sabino e com direção de núcleo de Jayme Monjardim.
Estreou em 10 de julho de 2006, no horário "das oito", substituindo Belíssima, de Sílvio de Abreu, e foi exibida até o dia 2 de março de 2007.
A trama foi apresentada em 203 capítulos.
A estudante Nanda conhece Olívia em Amsterdã, e acabam se tornando grandes amigas. Olívia está na cidade em lua-de-mel com o marido, Sílvio. As duas descobrem forte afinidade por gostarem de arte, sendo Olívia proprietária de uma galeria. Em um desses encontros, Nanda revela à amiga que está grávida do namorado Léo, mas ele alegou ter um futuro pela frente e não quis saber das crianças.
Nanda decide voltar para o Brasil, largando Léo mas não é aceita pela mãe. Revoltada, ela sai de casa e é atropelada, sendo levada para o hospital onde trabalha a médica Helena. Grávida de um casal de gêmeos, a moça não resiste e morre, mas antes Helena faz o parto e consegue salvar os bebês. No entanto, uma das crianças, portadora da Síndrome de Down é rejeitada pela mãe de Nanda, a pérfida Marta, uma mulher arrogante, intransigente e muito amargurada com a vida. A médica decide adotar a criança, Clara.Helena é uma mulher que já perdeu muita coisa na vida, e faz da menina a razão do seu viver. Mas ela esconde do avô das crianças, Alex, que sua neta está viva, temendo que a menina acabe caindo nas mãos de Marta. Dois homens, seu ex-marido Greg e o ex-namorado de juventude, o infectologista Diogo brigarão pelo amor de Helena.
O problema é que Helena terá que enfrentar uma batalha com Olívia, que sabia da gravidez da amiga, e que acaba se envolvendo com Léo, anos depois, quando ele retorna ao Brasil e ela está separada de Sílvio. Léo fica sabendo que tem um filho e o dilema de Helena no decorrer da trama será revelar ou não ao pai da criança que a filha dele está viva e é criada por ela. E aí a médica terá que se deparar de novo com Marta.
Além do drama de Helena, outros temas são abordados na telenovela. Anna é uma anoréxica que obriga a filha Giselle a ser bailarina e muito magra. A fotógrafa Isabel luta contra o forte sentimento que tem pelo também fotógrafo, mas rude, Renato, que é casado. Dóris, irmã de Sílvio, que se apaixona por Sérgio, simpático irmão de Nanda. Teresa é uma promotora honesta e corretíssima, que vive um dilema por ser tão diferente do marido, Nestor, um advogado picareta. Terá ainda uma freira, Irmã Lavínia, que se envolverá com um paciente portador de Aids no hospital onde trabalha, chefiado pela Irmã Maria, uma freira arrogante e severa, conhecida como Irmã Má, e completamente diferente da outra madre, Irmã Natércia.
Os pais de Olívia são Aristides e Amália ou melhor Tide e Lalinha. O casal é pai de seis filhos: Carmem, Leandro, Elisa, Márcia, Jorge e Olívia. Carmem é mãe de Marina e se separa do marido alcóolatra Bira para assumir seu romance com Greg. Leandro é casado com a dedicada e simpática artista plástica Diana,que é alvo da paixão secreta de seu aluno Ulisses. São pais de Rafael. Elisa é professora de balé, casada com Ivan e mãe do arruaceiro Felipe e da mimada Camila, filha de um ex-namorado. Márcia é casada com o corretor Gustavo, que está de olho no dinheiro de Tide. São pais de Nina e Tidinho. E Jorge é um solteiro disputadíssimo que namora a bela Simone, mas está na mira da repulsiva Sandra, filha de Constância, a governanta da família que ajudou a criar todos os seis.
Ex-fazendeiro, Tide conheceu Lalinha em São Paulo. Ela era professora do Rio de Janeiro, educada e culta, e estava lá numa missão educacional. Tide era bronco, quase analfabeto, e ela cuidou dele com carinho e dedicação, ensinando-o praticamente a ler e escrever. Casaram-se, tiveram todos esses filhos, e vivem numa imensa casa na Gávea, onde todos foram criados. Na mansão há a capela Santa Rita de Cássia, em homenagem à mãe dele, que era devota da santa. Tide ficará viúvo em 2001 - primeira fase da história. A segunda se passa nos dias de hoje - onde ele amarga uma viuvez triste e solitária. Até que Tônia Werneck surge em sua vida.
[editar] Participações especiais
[editar] Sobre o Elenco
- Fernanda Vasconcellos, intérprete de Nanda, foi elogiada pela crítica especializada e pelo público por sua atuação da mocinha sonhadora e sofredora[1]. Sua participação na novela foi estendida devido à popularidade da personagem.
- Outro grande destaque no elenco foi o casal Marta (Lília Cabral) e Alex (Marcos Caruso). Caruso viveria originalmente um personagem bissexual, mas com o remanejamento do elenco, acabou com o papel de Alex. Devido às suas brilhantes interpretações, os dois muitas vezes chegaram a centralizar a ação da novela. [2].
- O personagem de Fernando Eiras, Rubens, teve vários nomes antes de aparecer na trama. Inicialmente, seu nome era Otávio, depois recebendo o nome atual e o apelido "Rubinho". No site da novela, seu nome original era Camilo, alterado posteriormente para Laerte. O erro foi corrigido e o nome que consta é Rubens[3].
- Outra personagem também teve trocas de nome. Belita, interpretada por Xuxa Lopes, era chamada de "Hilda" no site de Páginas da Vida[4]. Além disso, Cláudia Mauro tinha sua personagem divulgada com o nome "Claudete", mas começou a ser chamada de Angélica por Lucas (Paulo César Grande)[5].
- Entre outros atores não cotados, o papel de Marta (Lília Cabral), tinha sido oferecido a Renata Sorrah, mas a atriz alegou que não fazia muito sentido fazer uma vilã depois de ter interpretado uma outra vilã recentemente, a Nazaré de Senhora do Destino, então o autor escreveu uma personagem para a atriz: a promotora Tereza[7].
- Narjara Turetta ganhou uma nova chance de retomar sua carreira, depois de um longo período de ostracismo, em que a atriz trabalhou como vendedora de água de coco. Narjara volta a participar de uma novela depois de 6 anos, sendo que sua última aparição foi em Vidas Cruzadas, novela da Rede Record, exibida em 2000[8][9].
- Antônio Calloni teve que se afastar da novela por motivos pessoais. Mas não foi uma participação especial, ele fazia parte do elenco. Seu personagem teve que ser morto por causa da saída do ator, que interpretava o marido de Márcia, personagem de Helena Ranaldi, e, pai de Nina (Manoela do Monte).
- Grazielli Massafera, ex-participante do Big Brother Brasil, entrou na segunda fase da novela e surpreendeu por sua atuação. Foi a primeira vez que Grazzi atuou na televisão, sendo treinada pela equipe de dramaturgia da Rede Globo. No Big Brother Brasil, já tinha atingido grande popularidade, o que a catapultou para o papel. Após a participação na novela, a média de seus cachês triplicou e passou a ser requisitada para futuros papéis[10]. No entanto, a inclusão da atriz na novela, desagradou algumas atrizes veteranas, como Natália do Valle e Leandra Leal, que escreveu em seu blog pessoal, críticas à trama e à interpretação de colegas. Manoel Carlos defendeu-se dizendo que achava Grazzi uma ótima atriz, independentemente da sua participação no Big Brother Brasil[11].
- Alguns atores deixaram transparecer a insatisfação com seus respectivos personagens, como é o caso de Ana Paula Arósio, Leandra Leal (que chegou a reclamar da novela em seu blog), Helena Ranaldi e Louise Cardoso, que era praticamente uma figurante de luxo no elenco gigantesco de Manoel Carlos.
[editar] Em relação às novelas anteriores de Manoel Carlos
- Júlia Almeida, filha de Manoel Carlos, era presença constante nas novelas do autor, mas não participou de Páginas da Vida. Apareceu em Por Amor, Mulheres Apaixonadas, Presença de Anita, Laços de Família , Por Amor, História de Amor e Felicidade. Carlos brincou dizendo que a sua filha não iria aparecer na novela, mas que outros parentes de artistas famosos, iriam.
- A atriz Rosana Garcia trabalhou mais uma vez como coach, ajudando o elenco infantil da novela. Trabalho que já realizou também na novela anterior, Belíssima[16].
[editar] Formato dos capítulos
- Cada capítulo era dividido em cerca de quatro a cinco blocos, e apresentavam cold open, isto é, começavam antes da abertura da novela. Os capítulos terminavam com um depoimento dado por uma pessoa sobre acontecimentos da vida, como amizade, casamento, nascimento, preconceito, separação, sexo etc.
- O depoimento exibido no final do sexto capítulo, no ar em 15 de julho de 2006, um sábado, causou muita polêmica. Nele, uma senhora relatava que tinha acordado toda molhada, após um sonho erótico. Considerado apelativo demais, o depoimento teve de ser totalmente remanejado e ser veiculado novamente, pela emissora.
- A praia do Leblon, foi mostrada em cenas com Nanda (Fernanda Vasconcellos) e Alex (Marcos Caruso), quando Nanda estava grávida, e, depois, principalmente, em cenas, envolvendo os personagens jovens da novela, como Fred (Duda Nagle), Kelly (Stephany Brito), Felipe (Armando Babaioff) e Léo (Thiago Rodrigues). As crianças, Francisco (Gabriel Kaufmann) e Clara (Joana Mocarzel), se conhecem num parquinho no Leblon, e, muitas vezes, foram mostrados em um balanço, onde brincavam com Nanda.
- Manoel Carlos trouxe para a novela uma inovação que nunca havia sido feita antes numa novela brasileira: fazer com que pessoas reais, moradoras do Leblon, local onde se passa a maior parte da história, apareçam em cenas da novela com seus verdadeiros nomes, como elas mesmas. O objetivo dessa experiência é reduzir a diferença que existe entre a realidade e a ficção[17].
[editar] Mudanças na trama
- A morte de Gustavo, personagem de Antônio Calloni, não estava nos planos do autor Manoel Carlos. Ela precisou ser feita em cima da hora em conseqüência do pedido de saída do ator da trama, que afirmou em um site na Internet, que o motivo era porque estava sentindo um imenso desgaste emocional, por conta da carga dramática que o personagem o exigia[18].
- O ator Tarcísio Meira, que interpretou Tide, o patriarca, que é um dos principais personagens da novela, afastou-se das gravações por quase um mês, em outubro, por problemas de saúde, onde contraiu uma virose[19]. Na novela, o sumiço de Tide foi explicado com uma repentina viagem para a fazenda que possui[20][21][22].
- Para Olívia (Ana Paula Arósio) ficar com Léo (Thiago Rodrigues), o autor teve que criar um pretexto para a separação do unido casal formado por Sílvio (Edson Celulari) e Olívia (Ana Paula Arósio). Inexplicavelmente, Sílvio passou a ter interesse em Tônia Werneck, personagem de Sônia Braga[23]. Ainda, o envolvimento de Sílvio e Tônia na novela serviu para dar funções a ambos os personagens, uma vez que o romance da artista plástica com Tide (Tarcísio Meira), não começou na época prevista, devido ao afastamento de Tarcísio, das gravações[24]. Com isso, os planos iniciais de fazer Sílvio revelar-se gay, após a separação, foram deixados de lado[25].
[editar] Parentesco dos atores
Alguns atores da novela possuem ligações com artistas famosos e funcionários da Rede Globo:
- Ana Furtado (Lívia), esposa do diretor Boninho;
- André Frateschi (Dorival), filho dos atores Celso Frateschi e Denise del Vecchio;
- Duda Nagle (Fred), filho da jornalista Leda Nagle;
- Joana Mocarzel (Clara), filha do cineasta Evaldo Mocarzel;
- Jorge de Sá (Salvador), filho da cantora Sandra de Sá;
- Júlia Fajardo (Roberta), filha do ator José Mayer, que também está na novela;
- Leandra Leal (Sabrina), filha da atriz Ângela Leal, que também está na novela;
- Lígia Cortez (Cecília), filha dos atores Raul Cortez e Célia Helena;
- Luciele di Camargo (Camila), irmã da dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano e tia da cantora Wanessa Camargo;
- Pedro Neschling (Rafael), filho da atriz Lucélia Santos e do maestro John Neschling;
- Stephany Brito (Kelly), irmã do ator Kayky Brito;
- Nina Morena(Vandinha), filha da atriz Marília Pêra;
- Luana Carvalho (Lili), filha da cantora Beth Carvalho;
- Tato Gabus Mendes (Leandro), irmão do ator Cássio Gabus Mendes e filho do falecido autor Cassiano Gabus Mendes, sendo também sobrinho do ator Luis Gustavo;
- Thiago Picchi (Marcelo), filho dos atores Elizabeth Savalla e Marcelo Picchi;
- Débora Evelyn (Anna), esposa do diretor de novelas Dennis Carvalho e sobrinha da atriz Renata Sorrah, que também está na novela;
- Carlos Evelyn (namorado de Tônia), Irmão de Deborah Evelyn;
- Rosana Garcia (psicóloga de Francisco), irmã da atriz Isabela Garcia;
- Suzana Gonçalves (Dirce), irmã da atriz Suzana Vieira.
- Rafael Almeida (Luciano), irmão da cantora Tânia Mara , mulhher do diretor da novela Jayme Monjardim.
[editar] Interlúdio
Em 22 de agosto de 2006, uma terça-feira, ia ao ar o capítulo 38, um capítulo especial da novela, mostrando a passagem de tempo que levaria à segunda fase desta.
Começando em 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, em que Tônia (Sônia Braga), assiste chocada ao ataque às torres gêmeas do World Trade Center, e, terminando na festa de Ano-Novo de 2006, na casa de Tide (Tarcísio Meira) e Lalinha (Glória Menezes). O episódio mostrou, em curtas seqüências, os acontecimentos da vida dos principais personagens, entre os anos de 2001 e 2006.
[editar] Trilha sonora
[editar] Internacional
[editar] Trilha Lounge
- E ainda
[editar] Repercussão
[editar] Papel social
[editar] Alcoolismo
- Mais uma vez, o drama do alcoolismo, foi abordado em uma novela da Rede Globo. Desta vez, Bira, interpretado por Eduardo Lago, foi o escolhido. Seu personagem, tinha sérios problemas para controlar o consumo de álcool, após separar-se de sua mulher, fato que nunca aceitou. Os vários problemas que causou durante o progresso da história, incluem um incêndio em seu apartamento, desmaio na rua, queda no mar, entre outros. Sua filha, Marina (Marjorie Estiano), negligenciada pela mãe, precisa cuidar dos problemas do pai e ainda cuidar dos deveres domésticos. Sem tempo para si mesma e cansada de resolver os problemas de Bira, resolve interná-lo numa clínica. A partir deste ponto, a novela mostrou a recuperação da personagem[26][27].
[editar] Síndrome de Down
- Páginas da Vida, em seu papel social, quase sempre presente nas novelas de Manoel Carlos, escolheu para abordar a síndrome de Down e o preconceito existente no Brasil, contra os seus portadores. Na trama, Clara (Joana Mocarzel), a filha da personagem Nanda (Fernanda Vasconcellos), criada por Helena (Regina Duarte), era uma portadora. A novela mostrou a luta de Helena em encontrar uma escola que aceitasse a inclusão de sua filha em uma turma não-especial, na qual Clara pudesse crescer junto aos demais[28]. Além disso, a atriz que interpretava a menina, Joana Mocarzel, tem síndrome de Down. Joana foi homenageada em Portugal, nos Globos de Ouro[29].
- A novela gerou algumas polêmicas devido ao seu conteúdo sexual durante a primeira semana. A principal delas foi um depoimento dado pela babá Nelly dos Santos, de 68 anos, que admitiu ter chegado ao orgasmo pela primeira vez aos 45 anos, após ter se masturbado ao som da música "Côncavo e Convexo", de Roberto Carlos. Por conta do tabu e da subseqüente perda de emprego da babá, que ameaçou processar a Rede Globo, o episódio ganhou as páginas dos jornais e pautou programas vespertinos sobre televisão, inclusive sendo responsável pelo recorde de audiência do programa de Sônia Abrão, na RedeTV![30].
- Também na primeira semana, Ana Paula Arósio, protagonizou uma cena de strip-tease para seu marido na trama durante a lua-de-mel do casal, aparecendo completamente nua, e logo depois, houve uma cena de sexo não-explícito entre os dois. Esses fatores levaram com que o Ministério da Justiça, advertisse a Rede Globo, ameaçando reclassificar a novela como inadequada para menores de 16 anos, sendo proibida a exibição antes das 22h00. Para evitar tal transtorno, a emissora determinou que as cenas de sexo e violência, fossem amenizadas na trama.
- A novela estreou com uma boa audiência, tanto que a morte da personagem Nanda teve de ser retardada um pouco, mas a história se perdeu em muitas partes do desenrolar da trama, o que de, esfriou a trama de Maneco, a crítica chegou a apontar a trama como a pior já escrita por Manoel Carlos, mas discussões à parte, a novela teve uma média geral de audiência significativa, fechando em ótimos 46,8 pontos, conquistando assim um dos melhores índices do horário.
- Foi a última novela da Rede Globo, a ficar acima da casa dos 45 pontos. Suas sucessoras Paraíso Tropical e Duas Caras, ficaram a abaixo dos 45. Paraíso Tropical marcou média geral de 43 pontos e Duas Caras marcou média geral de 41 pontos.
[editar] Referências
[editar] Ligações externas
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