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GuetoNa linguagem popular, um gueto é um bairro de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais. Por extensão, designa todo estilo de vida ou tipo de existência resultante de tratamento discriminatório. O termo gueto é um exemplo de como as palavras, em sua viagem pelo tempo, às vezes resultam em um significado inteiramente distinto do seu sentido original. Gueto provém do latim 'jacere' (atirar), que é a raiz de palavras como 'projeto', 'injetar', 'adjetivo' e 'jato'. A palavra veneziana 'getto' era o nome de uma ilha onde existia uma fundição que fabricava peças para a artilharia da cidade. Mais tarde, quando os judeus de Veneza foram obrigados a viver nesta ilha, fugindo de perseguições, o local passou a designar uma zona isolada onde vivia um povo confinado. Na história recente, o gueto de Varsóvia ficou famoso pela resistência que ofereceu à dominação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido praticamente destruído pelas tropas invasoras.
[editar] HistóriaO termo gueto (do inglês ghetto) nasceu da natureza humana de estabelecer padrões, gueto designa uma área onde pessoas de uma determinada etnia comum ou unidas por uma dada cultura ou religião vivem em grupo, voluntária ou involuntariamente, em segregação parcial ou estricta são pequenas zonas de moradias de famílias de imigrantes, embora com outros nomes no Brasil era comum a formação de guetos , no Rio de Janeiro vários guetos se formaram e recebiam o nome de zona, nesse sentido existia a zona das imigrantes Polacas que compreendia o beco das Belas Artes a rua Gonçalves Ledo (ex são Jorge) e praça Tiradentes , a zona Árabe (entorno da Rua da Alfândega e Senhor dos Passos onde viviam árabes e judeus) as zonas dos Nordestinos em São Cristóvão (constantemente manipulada pelas autoridades), já em São Paulo existia a zona dos Japoneses e Italianos e, no Rio Grande do Sul alemães etc . Historicamente porém, em alguns países latinos, a palavra gueto se cristalizou por referir-se a zona das habitação dos judeus que residiam em Varsóvia na Polônia e que foi palco de um conflito étnico, no entanto, hoje ela refere-se a zonas urbanas degradadas... [editar] Guetos judaicos na Europa[editar] Entre os séculos 13 e 18Os primeiros guetos apareceram na Alemanha, Espanha e Portugal, no século XIII, mas alguns autores usam a mesma palavra para designar as cidades de destino para onde o Império Romano deportava judeus entre o primeiro e quarto séculos. O termo gueto vem do Gueto de Veneza do século XIV. Antes da designação desta parte da cidade para os judeus, era uma fundição de ferro (gueto), e daí o nome. Outras etimologias sugeridas para a palavra incluem a palavra grega Ghetonia (Γειτονία, vizinhança), a italiana borghetto para "pequena vizinhança" ou a palavra hebraica get, literalmente "nota de divórcio." A partir do exemplo do gueto de Veneza, o nome foi usado para vizinhanças judaicas. Em Castela, eram chamadas de Judería e em Maiorca, call. Em Portugal eram chamadas de "Judiaria". Curiosamente, o quarteirão judaico de Veneza era uma zona rica da cidade, habitada por mercadores e emprestadores de dinheiro. Em 1555, o Papa Paulo IV criou o Gueto Romano e emitiu um canon (lei papal) para forçar os Judeus a viver numa área especificada. Este foi também o último gueto a ser abolido na Europa Ocidental, em 1883. O Papa Pio V recomendou que todos os estados fronteiriços introduzissem guetos e no início do século XVII todas as principais cidades tinham um (com as excepções em Itália de Livorno e Pisa). Na Europa central, guetos existiam em Praga, Frankfurt am Main, Mainz e noutros lugares. O caráter dos guetos variou ao longo do tempo. Em alguns casos, o gueto era um quarteirão com uma população relativamente rica, por exemplo o gueto judeu em Veneza. Em outros casos, os guetos eram pobres. Os judeus não podiam adquirir terra fora dos guetos portanto, durante períodos de crescimento populacional, os guetos ficavam estreitos, altos e as casas superpopuladas. Residentes tinham o seu sistema de justiça. À volta do gueto havia por vezes muros e durante pogroms eram fechados desde o interior ou desde o exterior durante o natal e páscoa. Frequentemente, os residentes do gueto tinham de ter um passe para se poderem dirigir a sítios fora do gueto. Os guetos judeus foram progressivamente abolidos e seus muros demolidos, no século XIX, no seguimento dos ideais do iluminismo, a revolução francesa e os direitos do homem. Esses guetos não eram hermeticamente fechados, tendo mais o aspecto das áreas comunitárias, características do SHTEL na área de estabelecimento de um tipo ainda hoje encontrado entre judeus da diáspora. Ocasionalmente, no entanto, o confinamento em guetos foi imposto aos judeus, sendo proibidos de morar em outro lugar. Isso aconteceu em Roma em 1556, sob o papa Pio IV, e só no fim do séc. XIX foi permitido aos judeus de Roma a morar em qualquer parte da cidade. Ao separar os judeus dos cristãos, a Igreja visava a proteger estes últimos do contato com a heresia judaica e dos supostos malefícios do Libelo de sangue. Os judeus do gueto eram obrigados a viver em condições de superpopulação e sujeira, com suas casas muito próximas umas das outras e sujeitas ao risco de incêndio. Na velha zona judaica de Praga, o cemitério do gueto ficou tão apinhado que os mortos eram enterrados junto à superfície, em sepulturas já ocupadas. A vida nos guetos teve, no entanto, a vantagem de estimular o auto governo entre os judeus, e ajudou a evitar a assimilação. Durante o Holocausto nazista, os judeus eram arrebanhados nos guetos, em sua rota para o extermínio nos Campos de concentração. Um dos maiores foi o gueto de Varsóvia, onde os judeus desencadearam uma revolta desesperada contra o Exército alemão em 19 de abril de 1943. Esse levante só veio a ser esmagado com a destruição física de toda a área do gueto... [editar] Ver também[editar] Ligações externas |