Guerra do Iraque

Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Invasão do Iraque.


Guerra do Iraque

Carro de combate e soldado durante a batalha de Najaf
Data: 20 de Março de 2003 até ao presente
Local: Iraque
Desfecho: Ocupação
  • Deposição do governo do partido Baath e execução de Saddam Hussein.
  • Crise humanitária no Iraque.
  • Emergência de uma insurgência e rebentamento de uma guerra civil no Iraque.
  • Grande número de vítimas civis e grandes danos infraestruturais.
  • Privatização de numerosos serviços públicos iraquianos.
  • Violação dos Direitos Humanos no Iraque.
  • Eleição de um novo governo.
  • Intervenção da Al-Qaeda no Iraque.
  • Fuga de milhares de iraquianos do país.
Intervenientes
Iraque Baathista
Lealistas do Partido Baath
Exército Mahdi
Al-Qaeda no Iraque
Outros grupos
Estados Unidos
Reino Unido
Espanha(Até 2004)
Itália
Novo Exército Iraquiano
Curdistão Iraquiano
Polónia
e outos
Principais líderes
Saddam Hussein[1]
Muqtada al-Sadr
Izzat Ibrahim ad-Douri
Abu Musab al-Zarqawi
Abu Ayyub al-Masri
George W. Bush
Tommy Franks
Ricardo Sanchez
George Casey
David Petraeus
Tony Blair
Gordon Brown
Brian Burridge
José María Aznar
Silvio Berlusconi
Lech Kaczyński
Nouri al-Maliki

A Guerra do Iraque, a Ocupação do Iraque[2], a Segunda,[3] ou a Terceira Guerra do Golfo ou a Operação Liberdade do Iraque (inglês: Operation Iraqui Freedom),[4] é um conflito em curso que começou a 20 de Março de 2003 com a Invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos.

A principal justificativa para a guerra oferecida pelo presidente norte-americano George W. Bush, pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e os seus apoiantes foi de que o Iraque estava a desenvolver armas de destruição maciça.[5][6]. Estas armas, argumentava-se, ameaçavam os Estados Unidos, os seus aliados e os seus interesses.[7] No discurso do estado da União de 2003, Bush defendeu que os Estados Unidos não poderiam esperar até que a ameaça do líder iraquiano Saddam Hussein se tornasse eminente[8][9]. Após a invasão, no entanto não foi encontrada nenhuma prova da existência de tais armas. Para justificar a guerra, alguns responsáveis norte-americanos referiram também que havia indicações de que existia uma ligação entre Saddam Hussein e a Al-Qaeda. Apesar disso não foram encontradas provas de nenhuma ligação substâncial à Al-Qaeda.[10]

A guerra começou a 20 de Março de 2003, quando forças largamente americanas e britânicas, apoiadas por pequenos contingentes da Austrália, da Dinamarca e da Polônia invadiram o Iraque. A invasão levou pouco tempo até à derrota e à fuga de Saddam Hussein. A coligação liderada pelos Estados Unidos oucupou o Iraque e tentou estabelecer um governo democrático; no entanto falhou na tentativa de restaurar a ordem no Iraque. A instabilidade levou a um conflito assimétrico com a insurgência iraquiana, guerra civil entre entre muitos iraquianos sunitas e xiitas e as operações da Al-Qaeda no Iraque. Como resultado do seu fracasso em restaurar a ordem, um número crescente de países retiraram as suas tropas do Iraque. As causas e consequências da guerra mantêm-se controversas.

Índice

[editar] 1991-2003: Os inspectores da ONU e as zonas de vôo interdito

Após a Guerra do Golfo de 1991, a resolução nº 687 do Conselho de Segurança das Nações Unidas ordenou que os programas químicos, biológicos, nucleares e de mísseis de longo alcance do Iraque fossem terminados e que todas estas armas fossem destruidas debaixo do controlo de uma Comissão Especial das Nações Unidas. Inspectores das nações unidas no Iraque deveriam verificar a destruição de grandes quantidades de armas de destruição maciça, mas muitos problemas ficaram por resolver quando estes abandonaram o Iraque em 1998 devido a falta de cooperação do governo iraquiano.

Além das inspecções, os Estados Unidos e o Reino Unido (juntamente com a França até 1998) envolveram-se num conflito "frio" com o Iraque para o obrigar a respeitar as zonas de vôo interdito norte e sul. Estas zonas foram criadas após a Guerra Irão-Iraque para proteger o curdistão iraquiano no norte e as zonas xiitas meridionais e eram vistas pelo governo iraquiano como uma violação da soberania iraquiana. Baterias antiaéreas iraquianas e patrulhas aéreas americanas e britânicas trocavam fogo regularmente durante este período.

Aproximadamente 9 meses depois dos ataques 11 de Stembro de 2001, os Estados Unidos iniciaram a Operação Foco a Sul, alterando a sua resposta estratégica, aumentando o número de missões e seleccionado os alvos através das zonas de vôo interdito com o objectivo de destruir a estrutura de comando no Iraque. O peso das bombas largadas aumentou de 0 em Março de 2002 e de 0,3 toneladas em Abril do mesmo ano para entre 8 e 14 toneladas por mês em Maio-Agosto, atingindo um pico de 54,6 em Setembro.

[editar] 2001-2003: crise do desarmamento iraquiano e acções dos serviços secretos antes da guerra

A justificação original para a guerra do Iraque era o programa de desenvolvimento de armas de destruição maciça pelo Iraque e a alegada colaboração de Saddam Hussein com a Al-Qaeda. No entanto, as informações em que se basearam estas duas justificações foram criticadas e largamnete desacreditadas após a invasão, com a administração Bush a ser acusada de retratar falsamente as informações disponibilizadas pelos serviços secretos.

A questão do desarmamento iraquiano chegou a um ponto de crise quando o presidente norte-americano, George W. Bush, exigiu o fim completo da produção de armas de destruição maciça por parte do Iraque e o respeito total das resoluções da ONU que requeriam o acesso sem limites dos inspectores de armamento da ONU a instalações suspeitas de produzirem armas de destruição em massa. Anteriormente a ONU tinha proibido o Iraque de desenvolver e possuir tais armas desde a guerra do golfo e exigia que tal fosse confirmado através de inspecções. Durante 2002, Bush apoiou as exigências de inspecção ilimitada e de desarmamento coma ameaça de uso da força. De acordo com a resolução 1441 do Conselho de Segurança da ONU, o Iraque concordou relutantemente com novas inspecções no fim de 2002. Os resultados destas inspecções foram mistos, com nenhuma descoberta de armas de destruição maciça e o cepticismo do governo norte-americano relativamente às declarações iraquianas acerca do programa.

Nos estádios iniciais da Guerra ao Terrorismo, a CIA, sob a direcção de John Tenet, estava a tornar-se a principal agência na guerra no Afeganistão. Mas quando Tenet insistiu em reuniões pessoais com o presidente Bush que não havia nenhuma ligação entre a Al-Qaeda e o Iraque, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da defesa Donald Rumsfeld iiciaram um programa secreto para reavaliar as informações existentes e marginalizar a CIA e Tenet. As informações questionáveis adquiridas por este programa secreto foi enviada ao vice-presidente e apresentada ao público. Nalguns caso, o departamento de Cheney deixava "escapar" informações para os jornalistas, a qual seria apoiada por meios de comunicação como o The New York Times. Cheney aparecia então em programas televisivos de fim de semana para discutir essas informações, referenciando o "The New York Times" como fonte para dar credibilidade a essa informação.[11]

[editar] As alegadas armas de destruição maciça

Embaixador Joseph C. Wilson
Embaixador Joseph C. Wilson

No fim de Fevereiro de 2003, a CIA enviou o ex-embaixador Joseph C. Wilson para investigar alegações duvidosas de que o Iraque tinha tentado comprar concentrados de urânio ao Níger. Wilson voltou e informou a CIA de que as vendas desses concentrados ao Iraque eram "inequivocamente errados". No entanto, a administração Bush continuou a mencionar as compras de concentrados como justificação para a acção militar, especialmente no discurso do Estado da União de Janeiro de 2003 em que o presidente Bush repetiu a alegação, citando fontes dos serviços secretos britânicos.[12] Como resposta, Wilson escreveu uma coluna crítica no New York Times em Junho de 2003 explicando que a CIA tinha investigado essas alegações e tinha concluido que eram falsas. Pouco depois da coluna de Wilson ter sido editada, a identidade da sua esposa, Valerie Palmer, analista secreta da CIA, foi revelada numa coluna de Robert Novak. Dado que é ilegal revelar a identidade de um agente da CIA, a coluna de Novak deu origem a uma investigação do departamento de justiça acerca da fonte da fuga de informação. Lewis 'Scooter' Libby, o chefe de gabinete de Dick Cheney, foi condenado por prejúrio no Caso Plame. Descobriu-se que a fonte da fuga fora Richard Armitage. Este nunca foi acusado judicialmente.

Um memorando do governo britânico foi publicado no The Sunday Times a 1 de Maio de 2005. Conhecido como o "Memorando de Downing Street" contém um resumo de uma reunião secreta entre o governo trabalhista do Reino Unido, figuras da defesa e dos serviços secretos discutindo os passos que levariam à guerra do Iraque-incluindo referências directas a procedimentos confidenciais americanos da altura. O memorando referia que "Bush queria remover Saddam através de uma acção armada, justificada pela conjunção de terrorismo e armas de destruição maciça. Mas as informações dos serviços secretos e os factos estavam a ser construídos à volta desta directiva", e não o contrário.[13]

De acordo com o jornalista Sidney Blumenthal, a 18 de Setembro de 2002, George Tenet informou George Bush que Daddam Hussein não tinha armas de destruição massiva. Blumenthal diz que Bush desvalorizou esta informação secreta do círculo próximo de Saddam, a qual fora aprovada por dois responsáveis superiores da CIA, e que se acabou por revelar totalmente verdadeira. Esta informação nunca foi partilhada com o Congresso nem mesmo com agentes da CIA que examinavam se Saddam tinha ou não estas armas.[14]

Em Setembro de 2002, a administração Bush disse que as tentativas do Iraque de adquirir milhares de tubos de alumínio de elevada forçaapontavam para um programa clandestino para enriquecer urânio para fazer bombas nucleares. Esta opinião foi apoiada pela CIA e DIA mas foi contestada pelo Departamento de Energia (DOE) e pelo INR, o que era significativo uma vez que o DOE era o único departamento estatal americano com conhecimentos em centrifugadoras de gás e programas de armas atómicas.

[editar] Autorização do uso da força

Em Outubro de 2002, poucos dias antes da votação no senado norte-americano sobre a Resolução Conjunta para autorizar o uso das Forças Armadas Norte-americanas contra o Iraque, foi dito a cerca de 75 senadores que Saddam Hussein tinha os meios de atacar a costa oriental dos EUA com armas biológicas ou químicas através de aviões não pilotados[15]. Colin Powell sugeriu ainda na sua apresentação de informações ao Conselho de Segurança que estes estavam prontos a ser lançados contra os EUA. Nessa altura havia uma disputa vigorosa entre os serviços secretos sobre se as conclusões da CIA sobre os aviões não pilotados eram corretas. A Força Aérea dos Estados Unidos, a agência mais familiarizada com estes aparelhos, o Núcleo de Informações e Investigação do Departamento de Estado e a Agência de Infomações de Defesa negaram que o Iraque possuisse alguma capacidade ofensiva deste tipo, dizendo que os poucos aviões não tripulados que o Iraque possuia estavam desenhados e destinavam-se apenas a vigilância.[16] A maioria do Comité dos Serviços de Informações concordou neste último ponto. De facto, a frota de aviões não tripualdos iraquiana nunca entrou em combate e consistia num punhado de equipamentos de treino de origem checa montados com câmaras, sem capacidade ofensiva.[17] Apesar desta controvérsia, o senado votou a aprovar a Resolução Conjunta a 11 de Outubro de 2002, concedendo à administração Bush as bases legais para a invasão.

No princípio de 2003, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Espanha propuseram a chamada "Resolução 18" para dar ao Iraque um prazo para cumprir as resoluções anteriores e que seria aplicada pela ameaça de acçção militar. Esta resolução foi subsequentemente retirada por falta de apoio no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Emparticular a França e a Alemanha, membros da NATO, e a Rússia, opunham-se a uma intervenção militar no Iraque devido ao elevado risco para a segurança da comunidade internacional e defendeu o desarmamaento através da diplomacia. A 20 de Janeiro de 2003 o ministro dos negócios estrangeiros francês Dominique de Villepin declarou "...acreditamos que a intervenção militar seria a pior solução".[18]

[editar] Oposição à guerra

Entretanto, grupos antiguerra por todo o mundo organizaram protestos públicos. De acordo com o académico francês Dominique Reynié entre 3 de Janeiro e 12 de Abril de 2003, 36 milhões de pessoas a nível mundial tomaram parte em quase 3000 protestos contra a guerra do Iraque, sendo as manifestações de 15 de Fevereiro as maiores e mais activas.[19]

Em Março de 2003, o inspector de armas da ONU Hans Blix referiu que, relativamente ao Iraque, "Nenhuma evidência das actividades referidas se encontraram até agora", dizendo que se tinham feio progressos nas inspecções e que estas continuariam.[20] Contudo, o governo norte-americano anunciou que a diplomacia tinha falhado e que iria intervir com uma coligação de países aliados para eliminar as armas de destruição massiva do Iraque. O governo norte-americano aconselhou abruptamente os inspectores de armamento da ONU a sairem imediatamente do Iraque.

Houve também sérias questões legais que rodearam a condução da guerra no Iraque e a doutrina do presidente Bush da guerra preventiva. A 16 de Setembro de 2004, Kofi Annan, o Secretário Geral da ONU disse sobre a invasão: "Indiquei que não foi em conformidade com a Carta das Nações Unidas. Do nosso ponto de vista, do ponto de vista da Carta, foi ilegal"."[21]

[editar] 2003:A invasão

Ver artigo principal: Invasão do Iraque
Mapa das operações e batalhas mais significativas da guerra do Iraque até 2007
Mapa das operações e batalhas mais significativas da guerra do Iraque até 2007

A invasão do Iraque em 2003, comandada pelo general Tommy Franks, começou a 20 de Março, com o nome de código "Operation Iraqi Freedom" (Operação liberdade do Iraque) para a ofensiva norte-americana. O nome de código da ofensiva britânica foi Operação Telic. As forças da coligação cooperaram com as forças curdas peshmerga no norte. Aproximadamente outras 40 nações, desigandas "a coligação dos interessados" ("coalition of the willing"), participaram fornecendo equipamento, serviços e segurança, tal como forças especiais. As forças militares iniciais da coligação eram de cerca de 180,000, dos quais 98% eram norte-americanos ou britânicos.[22] O exército de Saddam foi rápidamente ultrapassado , apesar de a sua tropa de paramilitares, os Fedaín Saddam, terem colocado uma resistência desafiadora. A 9 de Abril Bagdad caiu para as forças dos E.U.A.. A infantaria norte-americana cercou os ministérios abandonados do partido Baath e derrubaram uma enorme estátua de ferro de Saddam Hussein, terminado o seu domínio de 24 anos no Iraque. No entanto generalizaram-se pilhagens de instituições governamentais e uma grande desordem pouco tempo depois de as forças de Saddam Hussein, incluindo os Fedaín, se desmembraram em grandes proporções na cidade.[23] A 13 de Abril Tikrit, a cidade natal de Saddam e a última cidade a ser tomada pela cologação, foi oucupada pelos fuzileiros da Task Force Tripoli. Talvez para a surpresa de muitos, a resistência foi pequena. A 15 de Abril os membros da coligação declararam que a guerra estava efectivamente terminada.

Estima-se que aproximadamente 9.200 combatentes iraquianos foram morotos nesta fase inicial da guerra. Além destes, o Projecto de contagem de vítimas do Iraque (Iraq Body Count Project) incorporando relatórios subsequentes, declarou que no fim da fase de maiores combates, até 30 de Abril, foram mortos 7.299 civis, fundamntalmente pelas forças aéreas e terrestres norte-americanas.[24] De acordo com a CNN, o governo norte-americano reportou que tinham morrido 139 militares americanos em combate até 1 de Maio[25]. O número de mortes britânicas neste período foi de 33.[26]

[editar] A Autoridade Provisória da Coligação e o Grupo de Pesquisa do Iraque

Pouco depois da invasão, a coligação multinacional criou a Autoridade Provisória da Coligação, سلطة الائتلاف الموحدة, baseada na Zona Verde, como governo de transição do Iraque até ao estabelecimento de um governo democrático. Citando a resolução nº 1483 (de 22 de Maio de 2003) do Conselho de Segurança da ONU e as leis da guerra, a APC revestiu-se de autoridade legislativa, executiva e judicial desde 21 de Abril de 2003 até à sua dissolução a 28 de Junho de 2004. A APC foi originalmente liderada por Jay Garner, antigo oficial norte-americano, mas a sua indicação durou apenas um breve período. Depois de Garner de demitir, o presidente Bush indicou Paul Bremer como chefe da APC e este serviu no cargo até à dissolução da Autoridade em Julho de 2004. Outro grupo criado na primavera de 2003 foi Grupo de Pesquisa do Iraque. Este foi uma missão de decoberta de factos enviada após a invasão pelas forças multinacionaispara encontrar programas de armas de destruição massiva desenvolvidos pelo Iraque. Consitia numa equipa internacional de 1400 membros organizado pelo Pentágono e pela CIA para procurar armazéns suspeitos de armazenarem armas de destruição massiva, tal como agentes biológiocs e químicos, e qualquer programa de investigação de apoio ou infraestruturas que pudessem ser usadas para desenvolver armas de destruição massiva. Em 2004, o relatório Duelfer do Grupo de Pesquisa do Iraque concluiu que o Iraque não tinha nenhum programa de armas de destruição massiva viável.

[editar] Declaração do fim das operações principais

O USS Abraham Lincoln voltando ao porto coma sua bandeira de Missão Cumprida
O USS Abraham Lincoln voltando ao porto coma sua bandeira de Missão Cumprida

A 1 de Maio de 2003, o presidente Bush fez uma visita dramática ao porta-aviões USS Abraham Lincoln em serviço a algumas milhas a oeste de San Diego, Califórnia no regresso de uma longa missão que incluira serviço no Golfo Pérsico. A visita teve o seu climax ao pôr do sol com o discurso bem conhecido de Bush da "Missão Cumprida". Neste discurso transmitido para todos os Estados Unidos e feito perante pilotos e marinheiros no convés do porta-aviões, Bush declarou efectivamente vitória devido à derrota das forças convencionais iraquianas. No entanto, Saddam Hussein continuava em paradeiro incerto e mantinham-se bolsas de resistência.

Depois do discurso do presidente, as forças da coligação notaram um número gradualmente crescente de ataques às suas tropas em várias regiões, especialmente no "triângulo sunita".[27] No caos inicial após a queda do governo iraquiano, houve pilhagens maciças de edifícios do governo, residências oficiais, museus, bancos e instalações militares. De acordo com o pentágono, 250 000 toneladas de material foram pilhadas, fornecendo uma fonte significativa de armamento à insurgência irauiana. Os insurgentes foram ainda ajudados por centenas de esconderijos de armas criados antes da invasão pelo exército convencional do Iraque e pela Guarda Republicana.

18 de Maio de 2004. O sargento Kevin Jessen verifica duas minas anti-tanque encontradas numa aldeia perto de Ad-Dujayl, no triângulo sunita.
18 de Maio de 2004. O sargento Kevin Jessen verifica duas minas anti-tanque encontradas numa aldeia perto de Ad-Dujayl,[28] no triângulo sunita.

Inicialmente, a insurgência iraquiana (conhecida pela coligação como Forças Anti-Iraquianas) tinha como origem os fedaín e os lealistas ao partido Baath, mas em breve os religiosos radicais e iraquianos contrários à ocupação contribuíram para a resitência à coligação. As três províncias com o número masi elevado de ataques eram Bagdade, Al anbar e Salah Ad Din. Estas províncias incluíam cerca de 35% da população; mas eram responsáveis por 73% das mortes de militares norte-americanso (até 5 de Dezembro de 2006; em datas mais recentes o número aumentaria ainda mais para cerca de 80%)).[29] Os insurgentes usam tácticas de guerrilha incluindo morteiros, mísseis, ataques suicídas, atiradores furtivos, dispositivos explosivos improvisados, carros bomba, armas de fogo ligeiras, e lança granadas, tal como sabotagem contra infraestruturas de água, petróleo e electricidade.

Os esforços da coligação do Iraque pós-invasão começaram após a queda do regime de Saddam Hussein. As nações da coligação, juntamente com as Nações Unidas, começaram a trabalhar para estabelecer um estado democrático e estável capaz de se defender a ele próprio[30], manter-se coeso [31]bem como ultrapassar ataques de insurgentes e divisões internas.

Entretanto, as forças da coligação lançaram várias operações à volta da península do rio Tigre e no triângulo sunita. Até ao fim de 2003, a inensidade e frequência dos ataques dos insurgentes começou a aumentar. Um aumento significativo dos ataques de guerrilha levou a um esforço da insurgência nomeada a Ofensiva do Ramadão, uma vez que coincidiu com o início do mês santo dos muçulmanos. Para combater esta ofensiva, as forças da coligação começaram a utilizar forças aéreas e artilharia de novo pela primeira vez após o fim da invasão, atacando locais de emboscada suspeitos e posições de lançamento de moteiros. A vigilância das principais rotas, patrulhas e raids contra suspeitos de serem insurgentes foram aumentados. Além disso, duas aldeias, incluindo o local de nascimento de Saddam Hussein, al-Auja e a pequena cidade de Abu Hishma foram envolvidas por arame farpado e cuidadosamente monitorizadas.

No entanto, o fracasso na restauração dos serviços básicos para níveis de antes da guerra, no qual mais de uma década de sanções, bombardeamentos, corrupção e degradação das infraestruturas tinha já deixado as cidades a quase não funcionar, contribuiu para um rancor local contra o governo da IPA encabeçado por um conselho executivo. A 2 de Julho de 2003 o presidente Bush declarou que as tropas americanas ficariam no Iraque apesar dos ataques, desafiando os insurgentes com "A minha resposta é; venham eles" uma frase bastante criticada pela qual o presidente se lamentou mais tarde.[32] No verão de 2003, as forças multinacionais focaram-se também em capturar os líderes do regime anterior. A 22 de Julho, um raide da 101ª divisão aerotrasportada e soldados da Task Force 20 mataram os filhos de Saddam Hussein (Uday and Qusay) juntamente com os seus netos. Ao todo , mais de 300 l´deres de topo do regime anterior foram mortos ou capturados, tal como numerosos funcionários inferiores e pessoal militar.

[editar] A captura de Saddam Hussein

Saddam Hussein pouco depois da sua captura
Saddam Hussein pouco depois da sua captura

No contexto das informações dos serviços secretos que levaram aos raids contra os membros do partido Baath ligados à insurgência, Saddam Hussein foi ele próprio capturado a 13 de dezembro de 2003 numa quinta perto de Tikrit na operação Red Down. A operação foi conduzida pela 4 ª divisão de infantaria do exército norte-americano e por membros da Task Force 121.

Com a captura de Saddam e uma queda do número de ataques dos insurgentes, alguns concluiram que as forças multinacionais estavam a ter sucesso na luta contra a insurgência. O governo provisório começou a treinar novas forças de segurança iraquianas para defenderem o país, e os Estados unidos prometeram 20 mil milhões de dólares de crédito na forma de futuros ganhos petrolíferos para a reconstrução. Masi valias resultantes do petróleo foram também usadas para reconstruir escolas e infraestruturas eléctricas e de refinação de petróleo.

Pouco depois da captura de saddam Hussein, elementos deixados de fora da Autoridade da Coligação Provisória começaram a agitar-se pelas eleições e pela formação de um governo iraquiano interino. O mais proeminente entre estes foi o clérico xiita Grande Aiatolá Ali al-Sistani. Autoridade da Coligação Provisória opôs-se à autorização de eleições democráticas neste momento, preferindo em vez disso uma entrega de poder para um governo interino iraquiano]].[33] Devido a uma luta interna pelo poder no interior do novo governo Iraquiano, mais insurgentes aumentaram as suas actividades. Os dois centros mais turbulentos eram a área em redor de Fallujá e as secçõe xiitas pobres de Bagdade (Sadr City) até Bassorá.

[editar] O crescimento da insurgência

O início de 2004 foi marcado por uma certa acalmia na violência. As forças insurgentes reorganizaram-se neste período, estudando as tácticas das forças multinacionais e planeando ofensivas renovadas. No entanto a violência aumentou durante a primavera com combatentes estrangeiros vindos da região do médio-oriente, bem como da Al-Qaeda (um grupo ligado à Al-Qaeda) liderada por Abu Musab al-Zarqawi ajudando a comandar a insurgência.

À medida que a insurgência crescia notou-se uma mudança distinta dos alvos, que passaram das forças da coligação para as novas forças de segurança iraquianas, sendo mortos centenas de polícias e civis iraquianos nos meses seguintes numa série massiva de bombas. Uma insurgência sunita organizada, com raízes fundas e motivações tanto nacionalistas como islamistas, tornava-se mais poderosa pelo Iraque. O xiita Exército Mahdi também começou a desencadear ataques contra forças da coligação como tentativa de controlar as forças de segurança iraquianas. As zonas centrais e meridionais começavam a entrar em erupção com guerrilhas urbanas à medida que as forças da coligação tentavam mantr o controlo e preparar uma contra-ofensiva.

Os combates mais sérios da guerra até ao momento começaram a 31 de março de 2004 quando insurgentes iraquianos em Falujá embuscaram uma caravana da Blackwater USA liderada por milícias privadas que davam segurança a transportadores de alimentos da Eurest Support Services.[34] Os quatro milicianos, Scott Helvenston, Jerko Zovko; Wesley Batalona e Michael Teague, foram mortos com granadas e armas de fogo ligeiras. Subsequentemente os seus corpos foram arrastados para fora dos seus veículos, espancados e incendiados, e os cadáveres queimados foram pendurados numa ponte sobre o rio Eufrates.[35] Foram divulgadas fotografias do acontecimento a agências noticiosas de todo o mundo causando uma grande indignação nos Estados Unidos e levando a uma não secedida pacificação da cidade: a primeira batalha de Falujá em Abril de 2004.

A ofensiva foi retomada em Novembro, na mais sangrenta batalha da guerra até então, a segunda batalha de Falujá, descrita pelo exército norte-americano como "os combates urbanos mais duros desde a batalha da cidade de Hue, no Vietname."[36] Durante o assalto, as tropas norte-americanas usaram fósforo branco como arma incendiária contra os insurgentes, criando controvérsia. A batalha de 10 dias resultou na vitória da coligação, com 54 americanos e aproximadamente 1000 insurgentes mortos. Infelizmente, Falujá ficou totalmente devastada durante os combates, apesar de as baixas civis serem baixas, uma vez que a maioria tinha sido evacuada antes dos combates.[37]

Outro importante acontecimento deste ano foi a revelação dos abusos de prisioneiros em Abu Ghraib, que receberam a atenção dos meios de comunicação mundiais em Abril de 2004. Os primeiros relatos dos abusos, bem como as primeiras imagens de soldados americanos sujeitando prisioneiros a abusos foram divulgados num relatório noticioso do programa "60 minutes II" (a 28 de Abril) e num artigo de Seymour M. Hersh no The New Yorker (divulgado on-line a 30 de Abril)]]).[38]. Dea cordo com a história do conflito de Thomas Ricks, esta revelação originaram um grande abalo nas justificações morais da guerra aos olhos dos iraquianos e da comunidade internacional e foram um ponto de viragem na guerra[39].

[editar] 2005:As eleições e a trasferência da soberania

A 31 de Janeiro de 2005, os iraquianos elegeram, nas primeiras eleições legislativas, o governo transitório do Iraque, com o objectivo de criar uma constituição permanente. Apesar de alguma violência e de um grande boicote sunita terem marcado o evento pela negativa, a maioria da população elegível curda e xiita participou. A 4 de Fevereio, Paul Wolfowitz anunciou que seriam evacuadas do Iraque no mês seguinte 15.000 tropas que tinham visto o seu dever prolongado para proporcionar segurança durante as eleições.[40] Entre Fevereiro e Abril houve um período relativamente pacífico comparado com as carnificinas de Novembro e Janeiro, com uma média de 30 ataques por dia em comparação com 70 no período anterior.

Esperanças de um fim rápido da insurgência e de uma retirada das forças norte americanas foram desfeitas me Maio; o mês mais sangrento no Iraque desde a invasão. Bombistas suicidas, crendo-se que na maioria árabes sunitas iraquianos, sírios e sauditas, fizeram-se explodir no iraque. Os seus alvos eram na sua maioria encontros de xiitas e concentrações xiitas de civis. Como resultado, mais de 700 civis iraquianos morreram nesse mês, tal como 79 soldados norte-americanos.

No Verão de 2005 assistiu-se a combates ao redor de Bagdade e em Tall Afar no noroeste do Iraque à medida que as forças norte-americanas tentavam selar a fronteira com a Síria. Isto levou a combates no Outono nas pequenas cidades do vale do Eufrates entre a capital e a fronteira[41].

Um referendo constitucional foi realizado em Outubro e a Assembleia Nacional foi eleita em Dezembro[42].

Os ataques dos insugentes aumentaram nesse ano com 34.131 incidentes registados, comparados com um total de 26.496 no ano anterior[43].

[editar] 2006: O governo iraquiano permanente e a guerra civil

O início de 2006 foi marcado pelas conversações para a constituição do governo iraquiano, pelo aumento da violência sectária e pela contiunuação dos ataques às forças da coligação. A violência sectária expandiu-se para um novo nível de intensidade após o ataque bombista à mesquita de al-Askari na cidade de Samarra, a 22 de Fevereiro. Pensa-se que a explosão na mesquita, um dos locais mais santos do Islão xiita, foi causada por uma bomba colocada pela Al-Qaeda iraquiana. Apesar de não terem resultado vítimas do ataque, a mesquita ficou severamente danificada e o ataque resultou em violência nos dias seguintes. Mais de 100 corpos baleados foram encontrados a 23 de Fevereiro, e pelo menos 165 terão morrido. Em consequência do ataque, o exército norte-americano estima que a taxa de homicídios em Bagdade triplicou de 11 para 33 mortes por dia. As Nações Unidas descreveram desde então o ambiente no Iraque como uma situação semelhante à guerra civil."[44] Ums estudos de 2006 da Escola de saúde pública John Hopkins Bloomberg estimou que mais de 601.000 iraquianos morreram em actos de violênica desde a invasão norte-americana e que menos de um terço dessas mortes resultaram de acções da coligação.[45] O alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados e o governo iraquiano estimam que mais de 365.000 iraquianos foram deslocados desde o ataque à mesquita de al-Askari, elevando o número total de refugiados iraquianos a 1,6 milhões.[46] O actual governo do iraque entrou em funções a 20 de maio de 2006, após aprovação pelos membros da Assembleia Nacional Iraquiana. O governo sucedeu ao governo de transição iraquiano que continuou em funções de gestão até haver acordo relativamente ao novo governo.

[editar] O aumento da violência sectária

Em Setembro de 2006, o "The Washington Post" deu a conhecer que o comandante dos fuzileiros no Iraque emitiu um relatório secreto não usual" concluindo que as prespectivas de segurança na província de Anbar eram muito más e que não havia quase nada que as forças norte-americanas pudessem fazer para melhorar a situação política e social lá.[47]

O Iraque foi listado em quarto lugar no Índice de Estados Falhados de 2006 compilado pela Revista Americana de Política Externa e pelo grupo de trabalho do Fundo para a Paz. A lista era encabeçada pelo Sudão.[48][49]

A 20 de Outubro, o exército norte-americano anunciou que a "Operação juntos para a frente" falhou no objectivo de reduzir a violência em Bagdade, e militantes xiitas liderados por al-Sadr tinham tomado conta de várias cidades do sul do Iraque.[50]

[editar] As eleições para o congresso dos estados unidos e a expansão da violência

A 7 de Novembro de 2006, as eleições intercalares norte-americanas tiraram ao partido republicano o controlo de ambas as câmaras do congresso. Os fracassos na guerra do Iraque foram citadas como uma das causas principais para este resultado, apesar de a administração Bush se ter tentado distanciar da sua rectórica anterior de "manter o rumo".[51]

A 23 de Novembro, ocorreu o ataque mais mortífero desde o início da guerra do Iraque. Militantes árabes sunitas suspeitos usaram cinco carros bomba suicídas e dosi morteiros no bairro de Sadr City na capital matando pelo menos 215 pessoas e ferindo 257. Os morteiros xiitas cedo retaliaram, disparando 10 projecteis ao local mais importante do Islão sunita na cidade, danificando seriamente a mesquita de Abu Hanifa e matando uma pessoa. Mais oito projecteis rebentaram perto dos escritórios da Associação de Teólogos Muçulmanos, a mais importante organização sunita no Iraque, incendiando casas próximas. Outras barragens de morteiros em bairros sunitas no oeste de Bagdade mataram nove pessoas e feriram 21, segundo a polícia.[52] A 28 de Novembro, outro relatório dos serviços secretos dos fuzileiros foi emitido, confirmando o relatório anterior sobre a provícia de Anbar dizendo que: "As tropas norte-americans e irquianas já não são capazes de derrotar militarmente a insurgência em al-Anbar" e 'quase todas as instituições governamentais desde o nível local a províncial se desintegrearam ou se corrompeam grandemente e foram infiltradas pela Al-Qaeda iraquiana'"[53]

[editar] Grupo de Estudos do Iraque e a execução de Saddam Hussein

Hussein  no tribunal especial iraquiano a 1 de Julho de 2004.
Hussein no tribunal especial iraquiano a 1 de Julho de 2004.

O relatório do Grupo de estudos do Iraque foi apresentado a 6 de Dezembro de 2006. Este grupo foi liderado pelo antigo secretário de estado James Baker e pelo antigo congressista democrata Lee Hamilton, e conclui que "a situação no Iraque é grave e está a deteriorar-se" e que "as forças norte-americanas parecem estar numa missão sem fim à vista". As 79 recomendações do relatório incluem o aumento dos contactos diplomáticos com o Irão e com a Síria e o intensificar do treino das tropas iraquianas. A 18 de Dezembro, um relatório do Pentágono refere que os ataques a norte-americanos e iraquianos se repetem numa média de cerca de 960 por semana, a mais alta desde que começaram os relatórios em 2005.[54]

As forças da coligação transferiram o controlo de uma provínicia para o governo iraquiano, a primeira desde o início da guerra. Advogados militares acusaram 8 fuzileiros pela morte de 24 civis iraquianos em Haditha, em Novembro de 2005, dez dos quais mulheres e crianças. Quatro outros oficiais foram também acusados de incumprimento do dever em relação ao meesmo caso.[55]

Saddam Hussein foi enforcado a 30 de Dezembro de 2006 depois de ter sido considerado culpado de crimes contra a humanidade por um tribunal iraquiano, depois de um julgamento que durou um ano.[56]

[editar] 2007: O reforço das tropas dos Estados Unidos

Num anúncio televisivo de 10 de Janeiro de 2007 ao público americano, Bush propôs mais 21.500 tropas para o Iraque, um programa de trabalho para os iraquianos, mais propostas de reconstrução, e 1.200 milhões de dólares para estes programas.[57] Questionado sobre porque pensava que o seu plano iria funcionar desta vez, Bush disse: "Porque tem de funcionar"."[58] A 23 de Janeiro de 2007, no Discurso do Estado da União de 2007, Bush anunciou "o destacamento de reforços de mais de 20.000 soldados e fuzileiros adicionais no Iraque". A 10 de Fevereiro, David Petraeus foi nomeado comandante das forças multinacionais no Iraque, um posto de 4 estrelas que coordena todas as forças norte-americanas no país, substituindo o General George Casey. Nesta nova posição, Petraeus coordena todas as forças da coligação no Iraque e empregou-as na "estratégia de reforço" definida pela administração Bush.[59] [60]. Em 2007 assistiu-se também a um aumento significativo nos ataques bombistas dos insurgentes com gás de cloro.

[editar] Exigências às tropas norte-americanas

Manter elevados níveis de tropas em face de elevadas baixas requereu duas mudanças no exército. Foi aumentado o tempo das comissões e foram relaxadas as normas relativas a voluntários com historial de actos criminosos. Era esperados que ambas as medidas levassem a um aumento da probabilidade de violência contra iraquianos não combatentes. Um relatório patrocinado pelo departamento de defesa[61] descreveu o aumento das comissões como levando ao aumento do stress com o aumento das manifestações de raiva e desrespeito pelos civis.

John Hutson, decano e presidente do Franklin Pierce Law Center em Nova Hampshire e antigo juiz general da marinha disse que as forças armadas têm de ponderar cuidadosamente ao decidir que criminosos aceitar. Há uma razão para que a aceitação de pessoas com passado de crime nas forças armadas seja desde há muito a excepção enão a regra. "Se se está a recrutar alguém que demonstrou algum tipo de comportamento anti-social e se está a pôr uma arma nas suas mãos, tem que se estar a ser excepcionalmente cuidadoso com o que se está a fazer. Não se está a pôr um martelo nas suas mãos, nem se lhe está pedindo para vender carros, Está-se potencialmente a dizer-lhe para matar pessoas."[62]

Em Abril, o Secretário de Defesa Robert Gates anunciou que todos os soldados do exército no activo no Iraque e no Afeganistão iriam servir por desasseis meses, em vez dos doze meses que esperavam. "Sem esta acção teríamos que recolocar cinco brigadas de soldados no activo mais cedo do que o objectivo de doze meses em casa", disse Gates.[63] Estatísticas dadas a conhecer em Abril davam a conhecer que cada vez mais soldados desertavam do seu dever, um rápido aumento relativamente aos anos anteriores.[64]

Land Rover Wolfs britânicos em patrulha perto de Basorá
Land Rover Wolfs britânicos em patrulha perto de Basorá

A pressão sobre as tropas norte-americanas são agravadas pela contínua retirada das forças britânicas da província de Bassorá. No início de 2007, o primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou que após a operação Sinbad as tropas britânicas iriam começar a reitrar da Bassorá, entregando a segurança aos iraquianos.[65] No Outono de 2007, o primeiro-ministro Gordon Brown , sucessor de Blair, de novo delineou um plano de retirada para as restantes forças britânicas com uma data de retiradas completa para finais de 2008.[66] Em Julho, o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen também anunciou a retirada de 441 tropas do Iraque, deixando apenas uma unidade de 9 soldados pilotando 4 helicóptros de observação.[67]

A taxa de mortes americanas em Bagdade nas primeiras sete semanas do "reforço" de tropas quase que duplicou relativamente ao período anterior.[68] De acordo com o Monitor de baixas da coligação no Iraque, as mortes de soldados americanos desde o início do reforço são de cerca de 3,14 por dia, o uqe é o mais alto desde o fim dos principais combates."[69]

[editar] Efeitos do reforço na Segurança

Soldados Norte-americanos  abrigam-se durante uma troca de tiro com insurgentes na secção de Al Doura de Bagdade, 7 de março de 2007
Soldados Norte-americanos abrigam-se durante uma troca de tiro com insurgentes na secção de Al Doura de Bagdade, 7 de março de 2007

Em meados de Março de 2007, segundo fontes norte-americanas perto dos militares, a violência em Bagdade tinha sido cortada em cerca de 80%;[70] no entanto, relatórios independentes[71][72] levantaram questões sobre estas afirmações. Um porta voz militar iraquiano refere que que as mortes civis desde o início do reforço das tropas eram de 265 em Bagdade, uma grande diminuição relativamente aos 1440 nas quatro semanas anteriores. O New York Times concluiu que mais de 450 civis iraquianos tinham morrido durante o mesmo período de 28 dias, baseando-se nos relatórios diáriso iniciais do Ministério do Interior e de responsáveis hospitalares. Historicamente, as contagens de mortes apresentadas pelo The New York Times subestimaram o total das mortes em cerca de 50% ou mais comparando com os estudos das Nações Unidas, que se baseiam nos dados do Ministério da Saúde iraquiano e em dados das morgues.[73]

No fim de Março de 2007, o congresso norte-americano aprovou leis de autorização de financiamento suplementar de 122 biliões de dólares para operações de emergência no Afeganistão e no Iraque, incluindo requerimentos de que os Estados Unidos retirassem as suas tropas do Iraque em Agosto de 2008. O presidente Bush ameaçou vetar qualquer lei que incluisse um plano de retirada.[74] O Senado dos Estados Unidos aprovou a 30 de Março de 2007 o objectivo de retirar todos os soldados até 31 de Março de 2008. O calendário curto do Senado é um objectivo, não um requerimento a Bush e é desiganado para ganhar o apoio dos Democratas centristas.[75]

Uma mulher iraquiana olha para soldados norte-americanos fazendo uma busca no pátio da sua casa durante uma investigação em Ameriya. Buscas a casas são ocorrências comuns na guerra do Iraque.
Uma mulher iraquiana olha para soldados norte-americanos fazendo uma busca no pátio da sua casa durante uma investigação em Ameriya. Buscas a casas são ocorrências comuns na guerra do Iraque.

Apesar de um aumento substancial do número das forças de segurança em Bagdade associado ao reforço das tropas, o total das mortes no Iraque aumentou 15% em Março. 1869 civis foram mortos e 2719 foram feridos, comparados com 1646 mortos e 2701 feridos em Fevereiro. Em Março foram mortos 165 polícias iraquianos, contra 131 no mês anteriorm, enquanto que 44 soldados iraquianos morreram, em comparação com 29 em Fevereiro. As mortes militares americanas em Março foram quase o dobro das iraquianas, apesar de os nort-americanos afirmarem que foram as forças iraquianas que representaram o maior esforço do reforço em Bagdade. O total das mortes entre os insurgentes diminuiu para 481 em Março, comparado com 586 mortos em Fevereiro.[76][77]

Três meses após o início do reforço, as tropas controlavam menos de um terço da capital, muito menos que o objectivo inicial, de acordo com um relatório militar interno completado em Maio de 2007. A violência era especialmente crónica nos bairros mistos xiitas e sunitas de Bagdade ocidental. As melhorias ainda não tiham sido substanciais no espaço e no tempo em Bagdade.[78]

A 14 de Agosto de 2007 ocorreu o ataque mais mortífero desde o início da guerra. Mais de 500 civis foram mortos numa série de ataques bombistas suicidas coordenados no norte do Iraque em Qahtaniya. Mais de 100 casas e lojas foram destruídas nas explosões. Os responsáveis norte-americanos culparam a Al-Qaeda no Iraque. Os aldeãos que foram alvo do ataque pertencem à minoria étnica não muçulmana dos Yazidi. O ataque parece representar o último acontecimento até antão de um conflito que começou no princípio do ano quando membros da comunidade Yazidi apedrejaram até à morte uma rapariga adolescente chamada Du’a Khalil Aswad acusada de namorar um árabe sunita e de se converter ao Islão. A morte da menina foi gravada em telemóveis e o vídeo foi colocado na internet[79][80] [81] [82]

[editar] Desenvolvimentos Políticos

Mais de metade dos membros do parlamento iraquiano rejeitaram pela primeira vez a continuação da ocupação do seu país. 144 dos 275 deputados assinaram uma petição legislativa que requereria ao governo iraquiano ter a aprovação do parlmento antes de requisitar uma extensão do mandato das Nações Unidas para que estivessem forças estrangeiras no Iraque, o qual acaba no fim de 2007. Também pede um calendário para a retirada de tropas e uma estabilização do número de forças estrangeiras. O mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas paras as forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque irão terminar se tal fôr pedido pelo governo iraquiano.."[83] Segundo a lei iraquiana, o porta voz tem de apresentar uma resolução pedida pela maioria dos deputados.[84] 59% dos sondados nos Estados Unidos apoiam um calendário para a retirada[85]

A meio de 2007 a coligação começou um programa controverso para treinar iraquianos sunitas para a formação de milícias de "guardiãos". Estas milícias têm o objectivo de apoiar e garantir a segurança de vários bairros sunitas incapazes de garantir a sua própria segurança.[86]

A 22 de Agosto de 2007, o Presidente Bush fez um discurso na Convenção Nacional de Veteranos de Guerras no Estrangeiro comparando a guerra do Iraque com a guerra do Vietname, epecificamente na questão da retirada, dizendo que:"Nessa altura como agora, as pessoas argumentavam que o verdadeiro problema era a presença americana e que se retirássemos, as mortes acabariam". Bush alegou então que a reitrada americana do Vietname levou à tomada de poder pelos Khmer Vermelhos no Camboja e dos Viet Cong no Vietname, com represálias contra os aliados dos E.U.A. nesses países. Bush argumentou ainda que Osama bin Laden tinha feiro uma comparação semelhante numa entrevista a um jornal paquistanês depois do 11 de Setembro, dizendo "...o povo americano levantou-se contra a guerra do seu governo no Vietname. E devem fazer o mesmo agora."[carece de fontes?] O número dois de bin Laden, Zawahiri também se referiu a o Vietname. Nuam carta ao chedfe de operações no Iraque, também se referiu a "...os tempos posteriores ao colapso do poder americano no Vietname e como fugiram e deixaram os seus agentes". Bush reconheceu que após a guerra do Vietname nem os Viet Cong nem os Khmers Vermelhos foram até ao Estados Unidos para continuar a guerra, mas alegou que desta vez seria diferente. "Ao contrário do que aconteceu no Vietname, se retirássemosantes de o trabalho estar feito, o inimigo seguir-nos-ía até casa . E isso é porquê, para a segurança dos Estados Unidos da América, temos de derrotá-los lá fora, para que não os tenhamos de enfrentar nos Estados Unidos da América."[87]

[editar] Tensões com o Irão e a Turquia

Durante 2007 as tensões aumentaram grandemente entre o Irão e o Curdistão iraquiano devido ao facto de o seu santuário ter sido dado ao militante Partido para uma Vida Livre no Curdistão (PEJAK). DE acordo com indformações, o Irão tem bombardeado posições do PEJAK no Curdistão iraquiano des de 16 de Agosto. Estas tensões aumentaram ainda mais com uma alegada incursão para além da fronteira de tropas iranianas a 23 de Agosto, em que estas atacaram várias aldeias curdas matando um número indeterminado de civis e militantes.[88]

As forças da coligação começaram a ter como alvo alegados operacionais da Força Quds iraniana no Iraque, prendendo ou matando membros suspeitos. A administração Bush e os líderes da coligação começaram a declarar publicamente que o Irão estava a fornecer armas, paricularmente EFPs, aos insurgentes iraquianos e às milícias.

Além do conflito com o Irão, o Curdistão iraquiano também começou a ter probçlemas com a Turquia. Incursões para lá da fronteira de militantes do PKK continuaram a atacar forças turcas, causando vitimas de ambos os lados. Armas originalemente dadas a forças de segurança iraquianas pelos norte-americanos estão a ser recuperadas por autoridades na Turquia depois de serem utilizadas em crimes violentos nesse país.[89] No Outono de 2007, as forças armadas turcas afirmaram o seu direito de atarvessar a fronteira do Curdistão iraquiano em perseguição a militantes do PKK e começaram a bombardear aldeias curdas e a atacar bases do PKK com aviões.[90][91] O parlamento turco aprovou uma resolução permitindo às forças armadas perseguir o PKK no Curdistão iraquiano e começaram planos para uma grande operação com helicópteros, bilindados e infantaria que se deslocaria até talvez 20 quilómetros para lá da fronteira com o Iraque para desalojar o PKK das suas bases nas montanhas.[92]

[editar] Redução planeada de tropas

Num discurso feito ao Congresso a 10 de Setembro, o General David Petraeus "previa a retirada de cerca de 30.000 tropas norte-americanas até ao próximo Verão, começando com um contingente de fuzileiros em Setembro."[93] A 14 de Setembro o Presidente Bush disse que 5.700 sodados estariam em casa pelo Natal de 2007, e esperava que mais alguns milhares voltariam em Julho de 2008. O plano traria o número de tropas para o nível de antes do reforço no início de 2007. Alguma controvérsia surgiu devido ao facto de o antigo Secretário de Estado Colin Powell ter anunciando antes do reforço que teria de haver uma redução de tropas em meados de 2007.[94]

A 13 de Setembro, Abdul Sattar Abu Risha foi morto num ataque bombista na cidade de Ramadi.[95] Este era um importante aliado dos E.U.A. uma vez que tinha liderado o "Acordar de Anbar", uma aliança de tribus sunitas árabes que se insurgiram contra a Al-Qaeda iraquiana. Esta organização declarou a sua responsabilidade pelo ataque[96]. Uma declaração colocada na Internet pela organização Estado Islâmico do Iraque chamou a Abu Risha "um dos cães de Bush" e descreveu o assassinato de quinta-feira como "uma operação heroica que levou mais de um mês a preparar"[97].

[editar] Controvérsia de uma firma de segurança privada

A 17 de Setembro de 2007, o governo iraquiano anunciou que iría revogar a licença da firma de segurança norte-americana Blackwater USA devido ao envolvimento da firma nas mortes de 8 civis, incluindo uma mulher e uma criança,[98] numa troca de tiros que se seguiu à explosão de um carro bomba perto das instalações do Departamento de Estado. Investigações adicionais de alegado tráfico de armas envolvendo a empresa estava também em curso. A Blackwater é de momento uma das firmas mais importantes a operar no Iraque com cerca de 1000 empregados e uma frota de helicópteros no país. Se o grupo ainda pode ser legalmente acusado é uma questão de debate.[99]. Em Outubro de 2007, as Nações Unidas lançaram um estudos de dois anos dizendo que, apesar de serem contratadas como "guardas de segurança", as firmas privadas estavam a cumprir deverem militares. O relatório descobriu que o uso de empresas como a Blackwater era uma "nova forma de actividade mercenária" e ilegal segundo a lei internacional, apesar de os Estados Unidos não serem signatários do tratado.[100]

[editar] Colocação de tropas da coligação

[editar] Nações Unidas

As Nações Unidas também colocaram um pequeno contigente no Iraque para proteger o pessoal da ONU e as suas instalações.

United Nations Assistance Mission in Iraq (UNAMI)

[editar] Grupos armados iraquianos

A insurgência iraquiana é a resistência armada de diversos grupos, incluindo milícias privadas, dentro do Iraque que se opõem à ocupação norte-americana e ao governo iraquiano apoiado pelos E.U.A.. Os combates têm claramente uma natureza sectária e significativas implicações internacionais. Estas organizações têm sido chamadas "resitência iraquiana" pelos seus apoiantes e por alguns opositores à intervenção norte-americana no Iraque e "forças antiiraquianas"[102] pelas forças da coligação.

[editar] Insurgentes

No Outono de 2003, estes grupos insurgentes começaram a usar tácticas de guerrilha típicas: emboscadas, atentados bombistas, raptos, e o uso de explosivos improvisados. Outras acções incluiam morteiros e ataques suicídas, explosivos penetrantes, armas de fogo ligeiras, armas antiaéreas (SA-7, SA-14, SA-16) e lança-foguetes. Os insurgentes também levaram a cabo actos de sabotagem contra infraetruturas de circulação e/ou produção de petróleo, água e electricidade do Iraque. Estatísticas das forças multinacionais (ver gráfico detalhado da BBC [4]) mostram que os insurgentes têm como alvo principalmente as forças da coligação, as forças de segurança iraquianas e infraestruturas, e por fim civis e responsáveis governamentais. Estas forças irregulares preferem atacar vaículos não bilindados ou os ligeiramente bilindados HMMWV, os principais veículos de transporte das forças armadas norte-americanas, principalmente pelo uso de engenhos explosivos improvisados perto das estradas.[103][104] Em Novembro de 2003, algumas dessas forças atacaram com sucesso helicópteros norte-americanos com mísseis SA-7 comprados no mercado negro global.[carece de fontes?] Grupos de insurgentes como a Rede al-Abud também tentaram constituir os seus próprios programas de arams químicas, tentando transformar em armas morteiros tardicionais com Ricina e Gás Mostarda.]].[105] Há evidências de que alguns grupos de gurrilha estão organizados, talvez pelos fedayin e outros lealistas de Saddam Hussein ou do partido Baath, religiosos radicais, iraquianos enraivecidos com a ocupação e combatentes estrangeiros.[106]

Além das lutas internas, o Irão pode estar a ter um papel na insurgência. O Brigadeiro General Michael Barbero afirmou que "O Irão é claramente uma força desestabilizadora no Iraque...Acho que é irrefutável que o Irão é responsável pelo treino, financiamento e equipamentode alguns grupos xiitas extremistas."[107]

[editar] Milícias

Duas das milícias actuais mais poderosas são o Exército Mahdi e a Organização Badr, com ambas as milícias a terem substancial apoio político no actual governo iraquiano. Inicailmente ambas as organizações estavam envolvidas na insurgência iraquiana, mais claramente o exército Mahdo na Batalha de Najaf. No entanto, recentemente, ouve uma separação entre os dois grupos.

Esta violenta separação entre o Exército Mahdi de Muqtada al-Sadr e a rival Organização Badr de Abdul Aziz al-Hakim, foi visto nos combates na cidade de Amarah a 20 de Outubro de 2006, e iría complicar severamente os esforços dos responsáveis iraquianos e americansos para debelar a violência crescente.[108]

Mais recentemente, no fim de 2005 e em 2006, devido ao aumento da violência sectária baseada em distinções étnicas/tribais ou simplesmente devida ao aumento da violência crminosa, várias milícias se formaram, com bairros inteiros e cidades por vezes sendo protegidas ou atacadas por milícias étnicas ou de bairro.[carece de fontes?] Um desses grupos, conhecido como o "Acordar de Anbar", foi formado em Setembro de 2006 para lutar contra a Al-Qaeda e outros grupos islamitas radicais na particularmente violenta província de Anbar. Liderado pelo Cheque Abdul Sattar Buzaigh al-Rishawi, que lidera o Conselho Sunita de Salvação de Anbar, o Acordar de Anbar tem mais de 6000 tropas e é visto pelos responsáveis norte-americanos como Condoleeza Rice como um potêncial aliado das forças de ocupação.[109]

[editar] Estimativas de baixas

Um fuzileiro norte-americano morto em Abril de 2003 é levado após receber os últimos ritos.
Um fuzileiro norte-americano morto em Abril de 2003 é levado após receber os últimos ritos.

Para o total das mortes das forças da coligação ver a caixa de informações no topo à direita. Os números das baixas , especialmente entre os iraquianos, são altamente disputados. Esta secção dá uma introdução breve.

O general norte-americano Tommy Franks estimou puco após a invasão que tinham havido 30.000 baixas americanas até 9 de Abril de 2003]].[110] depois desta estimativa não foram feitas outras estimativas públicas.

Em Dezembro de 2005 o presidente Bush disse que haveriam 30.000 iraquianos mortos. O porta-voz da Casa Branca Scott McClellan disse posteriormente que esta "não era uma estimativa oficial do governo", e que era baseada em relatórios dos meios de comunicação social.[111]

Tem havido várias tentativas dos meios de comunicação, dos governos da coligação e de outros de estimar as baixas iraquianas:

  • O Ministro da Saúde do Iraque Ali al-Shemari disse em Novembro de 2006 que desde a invasão de 2003, entre 100.000 e 150.000 Iraquianos forma mortos.[112] Al-Shemari disse na Quinta-feira, 9 de novembro, que baseou os seus números numa estimativa de 100 corpos chegados por dia às morgues e hospitais.[113]