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Estômato
Estômato aberto numa folha de tomate.
Estômatos (em Portugal, Estoma) são estruturas celulares que têm a função de realizar trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente. Está localizado geralmente na epiderme inferior (parte abaxial), evitando o excesso de transpiração devido a intensidade de luz que atinge a epiderme superior. São estruturas constituídas por um conjunto de células localizadas na epiderme dos Traqueófitos, especialmente sobre a face axial das folhas, com a função de estabelecer comunicação do meio interno com a atmosfera, constituindo-se em um canal para a troca de gases e a transpiração do vegetal. Grande parte da transpiração é efectuada ao nível dos estomas foliares, que controlam a quantidade de água perdida por transpiração, devido à sua capacidade de abrir e fechar.
[editar] Constituição dos Estomas ou Estômatos
As células guarda possuem ainda micelação radial que consiste num envolvimento espiralado das células guarda por microfibrilas de celulose, nas paredes ventrais do estoma para as paredes dorsais. Esta micelação radial permite que as células guarda dilatem segundo o cumprimento, mas não segundo o seu diâmetro. Se assim não fosse, o ostíolo fecharia.
[editar] Abertura e Fechamento dos Estômatos
A turgescência ou a plasmólise das células guarda estão diretamente relacionadas com a entrada e saída de íons de potássio:
[editar] Fatores que condicionam a abertura ou fechamento dos estômatos:Os estomas abrem (há transpiração) quando no interior das células guarda a concentração de solutos aumenta, entrando água por osmose. [editar] LuzA presença de luz favorece a abertura dos estomas através de mecanismos que ainda não estão totalmente compreendidos.
A diminuição de CO2 aumenta o pH do meio que fica alcalino. Em ambiente alcalino enzimas envolvidas na degradação de amido são activadas, e assim aumenta a concentração de glicose no mesófilo. Este aumento de solutos solúveis faz diminuir o potencial de água, e a água entra por osmose nas células labiais, que ficam túrgidas.
[editar] Estresse hídricoO estresse hídrico (défict de água em órgãos vegetais) pode ser provocado por elevadas temperaturas, baixo conteúdo de água no solo, umidade atmosférica relativamente baixa e vento muito forte. O estresse hídrico favorece o fechamento dos estomatos.
[editar] Algumas excepçõesEm plantas de metabolismo CAM, os estômatos são abertos apenas durante a noite. Desta forma, sem a influência das altas temperaturas diurnas, as plantas pouco transpiram e ainda podem executar trocas gasosas. Além de estratégias fisiológicas para a conservação dos recursos hídricos das plantas, podem ainda ocorrer modificações morfo-anatômicas nos estômatos nesse sentido. Em algumas espécies, o número de estômatos na superfície foliar é simplesmente reduzido, sendo que as trocas gasosas são auxiliadas por lenticelas ao longo do caule. Por outro lado, as plantas aquáticas, cujo problema reside em eliminar água do organismo, os estômatos são abundantes em toda superfície emersa da planta e permanecem abertos a maior parte do dia. Em certas espécies terrestres, as folhas podem apresentar câmaras estomáticas, cavidades em sua superfície com ocasional presença de pêlos, em cujo fundo encontra-se o estômato; a água eliminada pela transpiração mantém-se na cavidade, criando um microclima úmido em volta do estômato, forçando-o a reagir como se o meio externo estivesse saturado de vapor d'água, mesmo em locais muito secos. [editar] Referência
[editar] Ligações externas[editar] Ver também |