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Eclipse solar
Eclipse solar total em 1999
Um eclipse solar assim chamado, é um rarÃssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Do ponto de vista de um observador fora da Terra, a coincidência é notada no ponto onde a ponta o cone de sombra risca a superfÃcie do nosso Planeta. Por ser raro, esse é um dos fenomenos celestes que mais tem contribuÃdo para o conhecimento humano. [editar] Observando um eclipse solar
VÃdeo mostrando um eclipse visto da Estação Espacial Internacional.
Apesar dos antigos acompanharem esse fenômeno com a vista desarmada, nunca olhem diretamente para o sol sem utilizar o equipamento de segurança adequado, mesmo durante um eclipse, pois isso pode causar lesões irreversÃveis na retina, e comprometer seriamente a visão! A melhor e mais segura maneira de se visualizar um eclipse do sol, ou algum outro evento solar (manchas) , é via projeção indireta. Isso pode ser feito projetando-se uma imagem do sol em um anteparo branco (que pode ser uma folha de papel ou cartão, o chão, ou uma parede) utilizando um par de binóculos normais, com uma das lentes cobertas, um telescópio, ou um pedaço de cartão com um pequeno furo (que pode ser feito com uma agulha, de cerca de um milÃmetro de diâmetro). A imagem projetada do Sol, de uma dessas maneiras, pode ser olhada sem problemas. Apesar de não recomendada, a observação direta do sol pode ser feita utilizando-se equipamentos apropriados, que dêem garantia de segurança. Filtros para observação solar, feitos especialmente para visualização de eventos solares, podem normalmente ser adquiridos em museus, planetários, observatórios espaciais, e à s vezes são distribuÃdos gratuitamente quando a data de um eclipse se aproxima e finalmente se não encontrarem procurem nas lojas de ferragens um filtro usado em capacetes de solda elétrica. Outra opção é usar pedaço de vidro fumê com um degrau de opacidade de 13 ou mais (14 é o recomendado). Óculos especiais ou vidro fumê podem ser usados também para proteger cameras quando fotografando um eclipse solar. [editar] Perigo para a vistaHá mitos que certas embalagens de plástico metalizado de batatas fritas, filmes fotográficos sobrepostos, vidros sobre os quais foi aplicada a chama de uma vela, óculos escuros e CDs podem ser usados para ver um eclipse solar com seguraça. Isto não é verdade, pois apesar de esses materiais poderem reduzir a iluminação a um nÃvel tolerável, eles não oferecem nenhuma proteção contra a radiação ultravioleta invisÃvel, que pode causar sérios danos à retina.
[editar] Tipos de eclipsesHá quatro tipos de eclipses solares:
como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfÃcie terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular. Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o perÃodo em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol. [editar] Fases de um eclipse total
Um eclipse do Sol pode ser visto apenas em um ponto da Terra, que move-se devido à rotação da Terra e da traslação da Lua. A distância da Lua em relação à Terra determina a quantidade de luz que é coberta do Sol, bem como a largura da penumbra e escuridão total (mais ou menos cem quilômetros). Essa largura estará no máximo se a Lua aparece no perélio, na qual a largura pode atingir até 270 quilômetros. Eclipses totais do sol são eventos relativamente raros. Apesar deles ocorrerem em algum lugar da Terra a cada dezoito meses, é estimado que eles recaem (isto é, duas vezes) em um dado lugar apenas a cada trezentos ou quatrocentos anos. Após um longo tempo esperando, eclipse total do Sol dura apenas alguns minutos, dado que a umbra da Lua move-se leste a mais de 1700 km/h. Escuridão total não dura mais que 7 minutos e 40 segundos. A cada milênio ocorrem menos que 10 eclipses totais do Sol que ultrapassam mais de 7 min de duração. A última vez que isso aconteceu foi em 30 de junho de 1973, e a próxima está a acontecer apenas em 25 de junho de 2150. Para os astrônomos, um eclipse total do Sol é uma rara oportunidade de observar a coroa solar (a camada externa do Sol). Normalmente, a coroa solar não é visÃvel a olho nu devido ao fato que a fotosfera é muito mais brilhante do que a coroa solar. [editar] Eclipses na história
Astrônomos Estudando um Eclipse de Antoine Caron.
Um eclipse duplo (solar e lunar) aconteceu 23 anos após a ascensão do Rei Shulgi, da Babilônia. Isso aconteceu em 9 de maio (eclipse solar) e 24 de maio (eclipse lunar) de 2138 a.C.. Porém, tal identificação é menos aceita do que o eclipse de 763 a.C. Em 4 de junho de 780 a.C., um eclipse solar foi recordado na China. Heródoto escreveu que Tales de Mileto previu um eclipse que aconteceu após uma guerra entre os medos e os lÃdios. Soldados de ambos os lados abaixaram suas armas e declaram paz, após o eclipse. Exatamente que eclipse estava envolvido continua incerto, apesar do tema ter sido muito estudado por antigos e modernos estudiosos. Um provável candidato aconteceu em 28 de maio de 585 a.C., provavelmente perto do rio Halys, na atual Turquia. Em Odisséia, XIV, 151, Homero afirma que Ulisses vai voltar para casa para vingar-se dos pretendentes de Penélope, no ir da lua velha e chegar da nova. Mais tarde (XX, 356-357 e 390) Homero escreve que o sol desapareceu do céu e que uma aura maligna cobriu todas as coisas à hora da refeição do meio dia, durante a celebração da lua nova. [editar] Campanhas especiais de observação
Eclipse visto da ISS.
[editar] Eclipses solares simultâneos pela Lua e por um planetaEm princÃpio, a ocorência simultânea de um eclipse solar causado pela Lua e outro causado pela interferência de um planeta (Mercúrio ou Vênus) é plausÃvel. Mas tais eventos são extremamente raros. Estima-se que o próximo evento deste tipo acontecerá em 5 de julho de 6757, com um eclipse solar e outro causado pela interferência de Mercúrio, e de outro duplo eclipse solar causado pela Lua e por Vênus em 15 de abril de 1523. Apenas cinco horas após um eclipse causado por Vênus em 4 de junho de 1769 houve um outro eclipse total do Sol, causado pela Lua, que foi visÃvel na América do Norte, Europa e o norte da Ãsia. O tempo entre os dois eclipses é o menor já registrado, entre dois eclipses causados um pela Lua e outro por um planeta. [editar] Eclipses solares por satélites artificiaisOs Satélites artificiais ou as estações espaciais, estão sujeitos a maior número de eclipses do Sol do que a Terra. Entretanto, tais eventos próximos as grandes massa como o sol, são pouco explorados pelos astrofÃsicos, face já existir uma confirmação e modelos matemáticos para o desvio de um raio de luz que passa em rente ao Sol. [editar] Calculando a data de um eclipse solarSabendo-se o dia e a hora de um eclipse solar, é possÃvel prever outros eclipses usando o ciclo de eclipses. Dois ciclos de eclipse bem conhecidos são os de Saros e o de Inex. O de Saros é provavelmente o melhor e mais conhecido ciclo de eclipses. O ciclo Inex é por si próprio um ciclo pobre, mas é bastante conveniente na classificação dos eclipses solares. Após o término de um ciclo de Saros, um novo Saros começa um Inex depois (daà esse nome: in-ex)[1]. [editar] Os mais longos eclipses solares entre os anos 0 e 3000[editar] Eclipses totais do Sol
O eclipse solar com o maior tempo de duração na fase de total escuridão em um eclipse total do Sol, no século XXI, acontecerá em 22 de julho de 2009, com 6m39s. [editar] Eclipses anulares do Sol
O eclipse solar anular com a maior duração na fase anular no século XXI acontecerá em 15 de janeiro de 2010, com 11m08s. [editar] EclipseÉ a ocultação de um astro quando este é atingindo pela sombra de outro,ou quando, pela posição,um encobre o outro. Quando isso ocorre com um astro qualquer, chama-se ocultação. Quando ocorre com o Sol ou com a Lua, denomina-se eclipse. Eclipses da Lua: Há dois tipos, o parcial e o total. É quando a Lua fica encoberta totalmente ou parcialmente pelo cone de sombra projetado pela Terra. Ocorre quando os três astros em oposição. Eclipses do Sol: ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão em comunicação. A passagem da Lua em frente ao disco Solar faz com que uma parte da Terra seja atingida pelo Vértice do cone de sombras da Lua. Nessa parte ocorre um eclipse total do Sol. Nas vizinhanças, atingidas somente pela penumbra, teremos um eclipse parcial, isto é, o disco Solar não fica totalmente encoberto. Quando o cone de sombra não chega a atingir a Terra, pode ser observado um eclipse anular. Neste caso tem-se a impressão de que o disco lunar de menor diâmetro não consegue encobrir o disco Solar, deixando uma auréola Solar exposta na sua periferia. Referências[editar] Ver também[editar] Ligações externas
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