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Curitiba

Município de Curitiba
Jardim Botânico de Curitiba
"Cidade da Gente"
"Cidade Sorriso"
Brasão de Curitiba
Bandeira de Curitiba
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 29 de março
Fundação 1693
Gentílico curitibano
Lema
Prefeito(a) Carlos Alberto Richa (PSDB)
Localização
Localização de Curitiba
25° 25' 47" S 49° 16' 19" O25° 25' 47" S 49° 16' 19" O
Estado Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba
Microrregião Curitiba
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo e Campo Magro.
Distância até a capital 1.374 quilômetros
Características geográficas
Área 434,967 km²
População 1.828.092 hab. est. IBGE/2008 [1]
Densidade 4.202,83 hab./km²
Altitude 934 metros
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,856 (PR: 1º) - elevado PNUD/2000 [2]
PIB R$ 29.821.203 mil (BR: 4º) - IBGE/2005 [3]
PIB per capita R$ 16.964,00 IBGE/2005 [3]
Vista aérea da região dos bairros do Batel e Água Verde.
Vista aérea da região dos bairros do Batel e Água Verde.

Curitiba é uma cidade brasileira, capital do estado do Paraná localizada a 934,6 metros de altitude no primeiro planalto paranaense,[4] a aproximadamente 90 quilômetros do Oceano Atlântico.[5] É a sétima cidade mais populosa do Brasil e a maior do sul do país, com uma população de 1.828.092 habitantes[1]. É a cidade principal da Região Metropolitana de Curitiba, formada por 26 municípios e que possui 3.172.357 habitantes[1][6] sobre uma área de 15.447 km²,[7] o que a torna a oitava região metropolitana mais populosa do Brasil.[8]

Fundada em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba se tornou uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão.[9] Em 1853 tornou-se a capital da recém-emancipada província do Paraná e desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas,[10] manteve um ritmo de crescimento urbano, fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos,[11] que contribuiram para a diversidade cultural da cidade que permanece até hoje. A cidade experimentou diversos planos urbanísticos e legislações que visavam conter o crescimento descontrolado da cidade e que levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente,[12][13] sendo a maior delas no transporte público,[14][15][16] cujo sistema inspirou o TransMilenio, sistema de transporte de Bogotá, na Colômbia. Hoje, a cidade tem um senso de vida cosmopolita, considerada a capital com melhor qualidade de vida do Brasil,[17] com um pólo industrial diversificado que lhe dá o posto de 4ª maior economia do Brasil[18] e considerada umas das 5 melhores cidades para se investir na América Latina.[19]

Curitiba também tem altos índices de educação. Tem o menor índice de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica entre as capitais,[20][17] e abriga a a primeira universidade do Brasil, a Universidade Federal do Paraná, fundada em 1912.

Índice

[editar] Etimologia

A hipótese mais popular para a origem do nome da cidade é a de que este derivaria da expressão indígena "curi'i ty(b) ba", que em língua guarani significa "muito pinhão".

Mais precisamente, "Curi'i", ou "coré" significa "pinheiro-do-paraná", ou talvez "pinhão" (a semente do pinheiro), "tib" vem do verbo existencial "i tib" e "ba" é um sufixo locativo, livremente traduzido para "lugar onde". Outra hipótese se refere à língua tupi, falada pelos colonizadores portugueses na época. Em tupi, coré seria algo como pinheiro, pinhão. E etuba é um sufixo que indica ajuntamento, portanto seria algo como "ajuntamento de pinheiros", ou conforme traduz Silveira Bueno, pinheiral.

[editar] Panorama

Curitiba é conhecida por suas soluções urbanas diferenciadas, notadamente por seu sistema integrado de transporte de massas que, em conjunto com as vias regulares de trânsito, tem servido como indutor de seu desenvolvimento urbanístico, especialmente a partir da década de 1970.

Curitiba vista do Parque Barigüi
Curitiba vista do Parque Barigüi

O sistema de transporte público de Curitiba é habitualmente lembrado por seus terminais de passageiros interligados por canaletas exclusivas para ônibus biarticulados e complementados com o "ligeirinho" e alimentadores diferenciados por cores. Esse modelo tem inspirado experiências similares em cidades de outros países, como Los Angeles e Nova Iorque, onde houve, na década de 1990, a instalação experimental de uma linha de "ligeirinho" naquela cidade, ligando a prefeitura ao World Trade Center.

Espalhadas pela cidade e comumente integradas com os terminais de ônibus, estão as Ruas da Cidadania, centros municipais que congregam secretarias e órgãos públicos municipais, estaduais e federais, pontos de comércio, serviços gratuitos de acesso à Internet e equipamentos de lazer, como parques infantis, quadras poliesportivas e canchas de futebol.

Medições recentes indicam que a área verde de Curitiba é de 51,5 por habitante - cerca de três vezes superior à área mínima recomendada pela ONU - sendo um dos índices mais altos do Brasil[21] e superior ao de uma cidade como Londres [22]. Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais a proteger parte das matas ciliares de rios locais, como o rio Barigüi e o rio Iguaçu. Há também na cidade uma grande variedade de praças e logradouros públicos, associados a vias públicas habitualmente bem arborizadas.

O zoneamento urbano da cidade, integrado ao sistema de transporte, tem permitido um desenvolvimento arquitetônico e urbanístico tido, por certos analistas, como coeso e harmônico, sem os principais problemas das grandes metrópoles modernas. Curitiba, inclusive, foi recentemente recomendada pela Unesco como uma das cidades-modelo para a reconstrução das cidades do Afeganistão, após a intervenção militar ocorrida naquele país, em 2001.

Atualmente há um pronunciado inchaço populacional da cidade, favorecendo a explosão demográfica em bairros afastados, como Boqueirão, Xaxim, Pinheirinho e Sítio Cercado e municípios vizinhos, como Fazenda Rio Grande.

E, como outras grandes cidades brasileiras, Curitiba tem pronunciados problemas sociais, como a existência de grandes favelas em alguns bairros e no entorno do município e o expressivo crescimento do contingente de moradores de rua.

Na década de 1990, a cidade foi agraciada com o prêmio United Nations Environment Program, da ONU, considerado o prêmio máximo do meio ambiente no mundo. Em 2003, a cidade recebeu o título de Capital da Cultura das Américas pela entidade CAC-ACC. Em 2006, Curitiba sediou o evento COP8/COP-MOP3 da ONU, realizado na vizinha cidade de Pinhais.

Panorama de Curitiba, em gravura de Jean-Baptiste Debret, por volta de 1850
Panorama de Curitiba, em gravura de Jean-Baptiste Debret, por volta de 1850

Embora tenha mais de três séculos de fundação, o crescimento demográfico de Curitiba deu-se, fundamentalmente, no século XX, em virtude de maciços afluxos migratórios de dentro do próprio Brasil e de outros países. Parte substancial deste crescimento demográfico da cidade deu-se notadamente na segunda metade do século, com a crescente industrialização da cidade (especialmente na década de 1970).

Esta trajetória histórica parece ter contribuído para a modificação da identidade da cidade (antes considerada, por alguns analistas, como uma capital provinciana e "bairrista"[carece de fontes?]) e para o incremento de seu multiculturalismo e cosmopolitismo e sua definitiva inserção na modernidade.

A capital paranaense foi a única cidade brasileira a entrar no século XXI como referência nacional e internacional de planejamento urbano e qualidade de vida[23]; numa pesquisa feita pela revista americana Reader's Digest, foi o município brasileiro mais bem colocado no ranking das melhores cidades do mundo para se viver [24]. Em março de 2001, uma pesquisa patrocinada pela ONU apontou Curitiba como a melhor capital do Brasil pelo Índice de Condições de Vida (ICV)[25] e segundo melhor IDH dentre as capitais[26].

Curitiba é também a cidade brasileira que mais recicla seu lixo: atualmente, 22% de todo o lixo produzido[27] - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados[28].

No ano de 2007 a cidade ocupou o terceiro lugar numa lista das "15 Cidades Verdes" do mundo, de acordo com o sítio estadunidense Grist.[29]

[editar] História

Ver artigo principal: História de Curitiba
Vista geral de Curitiba em 1900, com dados de progressão populacional: 1780 (2.949 hab.), 1857 (10.000 hab.), 1858 (11.313 hab.), 1872 (11.730 hab.), 1890 (24.553 hab.), 1900 (50.124 hab.)
Vista geral de Curitiba em 1900, com dados de progressão populacional: 1780 (2.949 hab.), 1857 (10.000 hab.), 1858 (11.313 hab.), 1872 (11.730 hab.), 1890 (24.553 hab.), 1900 (50.124 hab.)

Os primeiros habitantes do primeiro planalto paranaense foram indígenas da tribo Tingüi, da nação Tupi-Guarani. Quando chegaram ao planalto, os primeiros colonizadores, armaram acampamento ao lado do rio Atuba, hoje conhecido "Vilinha" no Bairro Alto, já declarado como marco histórico. Não se sabe o motivo, mas durante meses os indígenas levaram os colonizadores para um grande planalto, com muitos pinheiros, onde passa o rio Belém. O local atualmente é o marco zero de Curitiba, a Praça Tiradentes.

A região de Curitiba começou a ser povoada por não-indígenas por volta de 1630 (em média muito depois de muitas outras capitais pioneiras, embora seja a capital mais antiga do sul do país), por habitantes vindos de Paranaguá, onde havia sido descoberto o ouro de aluvião, formando o povoado de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, que foi elevado a vila em 1693.

Sem muitos recursos minerais, a região fez com que muitos dos moradores se deslocassem para Minas Gerais. Durante muito tempo, a vila não foi mais do que uma passagem do transporte de gado dos campos de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo. O desenvolvimento efetivo começou a partir do início do século XIX, com a exploração e exportação da erva-mate, e a elevação à condição de cidade em 1842.

Em 1853, o sul e sudoeste da província de São Paulo se separam desta, formando a nova província do Paraná, da qual Curitiba tornou-se capital. A partir de 1867, Curitiba começa a receber levas de imigrantes, em sua maioria poloneses e italianos.

Durante o século XX, especialmente na segunda metade, a cidade passa por um grande incremento populacional e se consolida como pólo regional de comércio e serviços, tornando-se uma das cidades mais ricas do Brasil e pioneira em soluções urbanísticas.

[editar] Fundação

A data oficial da fundação de Curitiba é 29 de março de 1693. Fundada por Matheus Leme em razão dos "apelos de paz, quietação e bem comum", Matheus Leme fundou a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, posteriormente chamada de Curitiba. Também promoveu a primeira eleição da Câmara de Vereadores, como era exigido pelas Ordenações Portuguesas.

[editar] Geografia

[editar] Localização

Curitiba está localizada no primeiro planalto do Paraná, na sua parte menos ondulada, no também denominado planalto curitibano. Ocupa o espaço geográfico de 432,17 km² de área na latitude 25º25'40"S e longitude 49º16'23"W. O litoral do estado está a uma distância de setenta quilômetros da cidade (oceano Atlântico). O município tem uma extensão norte-sul de 35 km e leste-oeste de 20 km.

Entretanto, Curitiba não se limita ao seu espaço, pois os laços culturais com os povos de todos os continentes existem desde a chegada dos imigrantes; dentre os mais numerosos estão os portugueses, italianos, poloneses, alemães, ucranianos, japoneses, sírios e libaneses. Tal peculiaridade dá a Curitiba duas grandes características: primeiramente, seu atraente caráter multicultural e cosmopolita e, em segundo lugar, ser a cidade-pólo da Região Metropolitana, que atualmente é composta por 26 municípios.

[editar] Geologia

Na região de Curitiba encontram-se sedimentos da formação Guabirotuba, que ocorreram durante o Quaternário Antigo ou Pleistoceno, de origem flúvio-lacustre que preencheram uma antiga e grande depressão, formando a chamada bacia de Curitiba.

[editar] Relevo

Cadeia de montanhas da Serra do Mar visto do Centro de Curitiba.
Cadeia de montanhas da Serra do Mar visto do Centro de Curitiba.

O relevo de Curitiba é levemente ondulado. A altitude média da cidade é de 934,6 m acima do nível do mar, variando entre os valores mínimo e máximo de 900 e 1.000 metros, aproximadamente.

Possui superfície de 432,17 km² no Primeiro Planalto Paranaense, o qual foi descrito por Reinhard Maack (1981) como "uma zona de eversão entre a Serra do Mar e a Escarpa Devoniana", mostrando um plano de erosão recente sobre um antigo tronco de dobras. Uma série de terraços escalonados são dispostos em intervalos altimétricos caracterizando Curitiba com uma topografia ondulada de colinas suavemente arredondadas, ou seja, um relevo levemente ondulado, dando-lhe uma fisionomia relativamente regular.

O município de Curitiba possui uma altitude média de 934,6 m acima de nível do mar, sendo que o ponto mais alto está ao norte, correspondendo à cota de 1.021 metros, no bairro Lamenha Pequena, dando-lhe uma feição topográfica relativamente acidentada e composta por declividades mais acentuadas, devido à proximidade com a Região Serrana de Açungui. Ao sul encontra-se a situação de mais baixo terraço, com cota de 864,90 m, localizada no bairro do Caximba, na cabeceira do rio Iguaçu.

Há cadeias montanhosas e conjuntos de elevações rochosas em praticamente todo o entorno da cidade, sendo o mais notável e imponente destes a Serra do Mar, localizada a leste e que separa o planalto do litoral do Paraná.

Ao norte, há elevações na região de Rio Branco do Sul e ao oeste, singelos conjuntos de morros em Campo Magro. Já ao sul da cidade não há elevações sensíveis, a não ser próximo da fronteira com Santa Catarina.

Curitiba é a capital mais fria do Brasil, a média das mínimas em julho é 8,4°C, a média das máximas é 26,2°C em fevereiro. A média anual é 16,5°C.
Curitiba é a capital mais fria do Brasil, a média das mínimas em julho é 8,4°C, a média das máximas é 26,2°C em fevereiro. A média anual é 16,5°C.
A precipitação é menor no inverno, todavia não há estação seca definida ao longo do ano.
A precipitação é menor no inverno, todavia não há estação seca definida ao longo do ano.

[editar] Clima

A altitude dá à cidade características próprias, como um inverno mais frio do que o das demais capitais do Brasil, exibindo um rigor semelhante a dos invernos de alguns locais de maior latitude.

O clima de Curitiba é subtropical úmido, sem estação seca, com verões suaves e invernos relativamente frios, pela classificação de Köppen, segundo a qual, aliás, seria do tipo Cfb, ou seja, mesotérmico úmido com verões frescos. Em razão da proximidade do mar - o oceano está a cerca de 70 quilômetros da cidade - a maritimidade tem grande influência no clima local, sendo responsável por suavizar as ondas de frio do inverno e evitar dias de calor intenso no verão, além de tornar a cidade bastante úmida, uma vez que praticamente todos os dias a umidade relativa alcança pelo menos 90% no período noturno.

O clima não é muito constante, sendo comum observar variações sensíveis em um único dia, com temperaturas oscilando entre 7 °C e 30 °C, inclusive com a possibilidade de chuvas, sol, neblina no mesmo dia.

A temperatura média anual é de 16,5 °C, com amplitude térmica anual de aproximadamente 7 °C, sendo 12,3 °C a temperatura média no mês mais frio (julho) e 22,6 °C no mês mais quente (fevereiro).

Curitiba tem a mais baixa temperatura média anual dentre as capitais brasileiras. Essa característica deve-se a altitude, que garante um clima mais frio que o das duas capitais de estado mais ao sul, Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) ambas ao nível do mar. O clima da cidade é semelhante ao dos estados da Geórgia ou da Carolina do Sul, nos Estados Unidos[30].

Mesmos em invernos brandos, as temperaturas mínimas diárias ficam na média de 10 °C contra 7 °C ou menos, em invernos rigorosos. No verão as temperaturas mínimas ficam na média de 16 °C e as máximas 26 °C. Durante o inverno as mínimas médias ficam em torno de 8 °C e as máximas 18 °C. Também durante o inverno, observa-se uma média de quarenta dias com temperaturas abaixo de 10 °C e uma média de quatro geadas em invernos brandos contra mais de dez em invernos rigorosos e com alguma chance de neve em invernos rigorosos.

Segundo o SIMEPAR, a temperatura mínima absoluta de Curitiba foi -6,0 °C em 18 de Julho de 1975[31]. Já a temperatura máxima registrada pelo INMET foi 35,2 °C em 17 de Novembro de 1985. O professor Reinhard Maack relata o registro de -6,3 °C em Curitiba, em 14 de junho de 1920. Porém, de acordo com o livro "Geografia do Brasil" de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno Soncin, a temperatura na cidade já chegou a -8,9 °C.

A estação invernal é caracterizada por temperaturas baixas e geadas periódicas. O rigor do inverno é semelhante ao de alguns países no Norte da África e países europeus mediterrâneos. Nesse período, temperaturas negativas acontecem, em média, em três ou quatro dias, durante a madrugada. A ocorrência de neve é rara, sendo registrada em média uma vez a cada dez anos. Oficialmente a neve foi registrada nos anos de 1889, 1892, 1912, 1928 (dois dias), 1943, 1955, 1957, 1963, 1975, 1979, 1981 e 1988, mas com chance a cada inverno rigoroso, e sempre esperado pela população curitibana em todos os invernos[32].


Médias de temperatura para Curitiba
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Máxima Recorde °C 38.2 33.0 33.5 30.8 28.9 31.6 27.5 32.0 33.5 32.0 33.9 39.3
Média máxima °C 25.9 26.2 25.0 22.6 20.5 19.3 19.1 20.2 20.3 22.0 23.8 29.1
Média mínima °C 16.2 16.7 15.7 13.3 10.6 8.7 8.4 8.9 9.9 12.3 13.8 15.4
Mínima Recorde °C 7.2 9.0 4.6 -1.4 -2.2 -4.0 -6.0 3.7 -1.5 1.3 3.0 11.8
Precipitação (mm) 183 140 127 81 107 96 93 71 110 134 128 150
Fonte: Simepar [31] 15 de Setembro de 2008.

Vários fatores interferem na característica climática do município de Curitiba, entre eles destacam-se:

Os dados da Estação Meteorológica de Curitiba, localizada no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná — bairro Jardim das Américas — relativos ao período de junho de 1997 a dezembro de 2001, demonstram algumas características climáticas do município.

Nos últimos anos, o clima de Curitiba tem sofrido um aquecimento progressivo, orindo em parte da urbanização, mas muito provavelmente em parte também das mudanças climáticas advindas do aquecimento global. Especialmente após 2001, os bloqueios atmosféricos têm sido mais freqüentes e prolongados nos meses de inverno no Paraná, e os verões têm sofrido com ondas de calor mais prolongadas e um número menor de incursão de ar frio oceânico no leste do Estado. Estes fatores têm produzido verões anomalamente quentes em Curitiba (com os meses de janeiro, fevereiro e março, muitas vezes ultrapassando a média de 22 °C, limite traçado por Köppen para caracterizar um verão quente), e invernos surpreendentemente brandos, com anomalias positivas de até 4 °C em relação às médias históricas apresentadas acima, e períodos prolongados de estiagem invernal característicos de climas de latitudes mais baixas. Especialmente o mês de junho e julho, que entre 1961 e 1990 acusavam, respectivametne a média ponderada de 12,2 °C e 12,7 °C em Curitiba, segundo o segundo o INMET, têm apresentado, a partir de 2001, médias, respectivamente, de próximas a 16 °C e 14 °C.

Quanto a média anual, que era de 16,5°C em Curitiba, pelo INMET, até 1990, saltou para cerca de 17,3 °C nos anos 1990, e para 17,9 °C entre 2001 e 2006. Ainda é cedo para se saber a causa exata deste aquecimento sem precedentes na história recente da região. Mesmo a estação de Pinhais, localizada em região semi rural, viu a média anual saltar 0,5 °C nos últimos anos, evidenciando que parte do aquecimento climático apresentado na região de Curitiba não pode ser atribuído a fatores locais, como a urbanização da região.

Com isso, a ocorrência de geadas tem sido menos freqüente em Curitiba, embora ainda haja geadas em todos os anos, e a neve, que até 1988, mesmo que em fraquíssima intensidade, ocorria em média uma vez por década, nunca mais se verificou desde então.

[editar] Vegetação

Ipês-amarelos florindo no fim do inverno. Praça Rui Barbosa, Curitiba.
Ipês-amarelos florindo no fim do inverno. Praça Rui Barbosa, Curitiba.

Curitiba está situada no domínio vegetacional denominado floresta ombrófila mista, composto por estepes gramíneo-lenhosas pontuadas por capões de florestas com araucária, além de outras formações, como várzeas e matas ciliares. Na vegetação local ainda aparecem remanescentes do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que resistiram à ação civilizadora dos tempos atuais. As araucárias estão em bosques particulares e públicos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada. A área verde da cidade é de 51 m² por habitante.

A vegetação da cidade também é caracterizada pela existência de uma grande quantidade de ipês roxos e amarelos que dão um toque especial a paisagem da cidade durante a floração de final de inverno.

[editar] Pluviometria

O índice pluviométrico alcança 1.500 mm em média por ano, pois as chuvas são uma constante do clima local. Esse fato em parte deve-se ao grande desmatamento da Serra do Mar, barreira natural de umidade.

[editar] Hidrografia

A bacia hidrográfica de Curitiba é constituída de vários rios e riachos, que cortam a cidade em diferentes direções, agrupados em cinco bacias hidrográficas:

Rio Iguaçu, na passagem pelo bairro Umbará, região sul da cidade
Rio Iguaçu, na passagem pelo bairro Umbará, região sul da cidade
  • Bacia do Atuba-Bacacheri, com 12,20 km;
  • Bacia do Ribeirão dos Padilhas, com 9,40 km;
  • Bacia do Atuba, com 18,20 km;
  • Bacia do Belém, com 20,10 km;
  • Bacia do Barigüi, com 29 km (IPPUC).
  • Bacia do Passaúna.

O principal rio do estado é o Paraná, sendo que o município de Curitiba localiza-se à margem direita e a leste da maior sub-bacia do rio Paraná, a bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Os principais rios que constituem as seis bacias hidrográficas do município são: rio Atuba, rio Belém, rio Barigüi, rio Passaúna, ribeirão dos Padilhas e rio Iguaçu, todas com características dendríticas de drenagem.

Conforme tabela abaixo, pode-se constatar que a maior bacia hidrográfica de Curitiba é a do rio Barigüi, que corta o município de norte a sul e perfaz um total de 139,9 km². Ao sul do município tem-se a menor bacia hidrográfica de Curitiba, a do ribeirão dos Padilhas, com 33,6 km² de área. Devido ao relevo de Curitiba possuir predominância de maiores altitudes ao norte do município, todas as seis bacias hidrográficas correm para o sul do município, indo desembocar no principal rio de Curitiba, o Iguaçu, que por sua vez irá desaguar no rio Paraná, a oeste do estado.

Bacias hidrográficas e suas

respectivas áreas (em km²), em Curitiba

Bacias

hidrográficas

Área
(km²) (%)
Ribeirão dos Padilhas 33,8 7,82
Rio Atuba 63,71 14,74
Rio Barigüi 140,8 32,58
Rio Belém 87,77 20,31
Rio Iguaçu 68,15 15,77
Rio Passaúna 37,94 8,78
Total 432,17 100,0

Fonte: SMSA - Secretaria Municipal de Saneamento

Elaboração: IPPUC / Banco de Dados

Em razão de certas particularidades, as chuvas costumam ocasionar cheias consideráveis nos rios de Curitiba, causando enchentes regulares, o que é constante motivo de preocupação para a população e a administração pública. Atualmente, após uma série de estudos sobre os cursos de água locais, quase todos os rios estão em processo de canalização.

[editar] Abastecimento de água

O abastecimento de água de Curitiba é majoritariamente provido pelos reservatórios formados pelas barragens do Iraí e Piraquara I, que servem a região leste da cidade, e do Passaúna, que abastece as regiões sul e oeste.

A população de Curitiba e região metropolitana consome aproximadamente 7,5 mil litros de água tratada por segundo, fornecidos pela Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar. Além disso, estima-se que existam na cidade mais de mil poços artesianos (utilizados principalmente por condomínios, empresas e hospitais), que, somados, têm potencial para fornecer uma vazão adicional de aproximadamente 1,5 mil litros de água por segundo. Durante as estiagens de inverno dos últimos anos, o abastecimento de água tem se mostrado ocasionalmente comprometido. Nessas ocasiões, têm sido necessárias interrupções programadas da vazão, que são executadas de acordo com cronogramas definidos pela Sanepar.

A barragem Piraquara II deve ter suas obras concluídas no início de 2007, mas só estará operacional no verão de 2008, pois é necessário um período de aproximadamente um ano para a elevação do nível de água no reservatório, que terá capacidade final para armazenar 22 bilhões de litros. Posteriormente, está prevista a construção da estação de captação e tratamento do rio Miringuava, em São José dos Pinhais.

[editar] Demografia

Praça Garibaldi
Praça Garibaldi

[editar] Indicadores principais

Fonte: IPEADATA

A população de Curitiba em 2007 era de 1.828.092 habitantes, conforme dados coletados pelo IBGE. Além disso, o censo demográfico de 2000 já colocava Curitiba na sétima posição entre as cidades mais populosas do Brasil. No mesmo ano, a cidade foi líder em longevidade entre as metrópoles brasileiras, com esperança de vida ao nascer de 71,6 anos[33].

A maior densidade populacional verifica-se na região sul da cidade, sendo o bairro CIC o mais populoso, com 174.383 habitantes em 2005. O bairro mais denso da cidade é o Água Verde, com 10.476 hab/km².

Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 483.038 habitantes, em 1970, para 843.733 habitantes em 1980. O município de Curitiba (430,9 km²), que pertence à microrregião nº 268 (Curitiba), teve sua população aumentada, no mesmo período, de 624.362 habitantes para 1.025.979 habitantes, elevando-se sua densidade de 1.411 hab./km². Em termos percentuais, o aumento populacional da cidade entre 1960 e 1970 foi de 40% enquanto que, de 1970 a 1980, elevou-se a 74%.

[editar] Crescimento populacional

1872 1890 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000 2008
12.651 24.553 49.755 78.986 140.656 180.575 356.830 624.362 1.025.979 1.290.142 1.476.253 1.586.848 1.828.092

Fonte: Barsa Planeta Ltda

Apesar de tais indicadores, a cidade apresenta ótimos índices, perfazendo um lugar de condensação de investimentos. O IDH é de 0,856, e o ICV é de 0,835, o maior entre as metrópoles brasileiras. A esperança de vida na cidade é superior a 71 anos. 99,9% dos domicílios são atendidos pela rede de distribuição de energia elétrica, 99,61% pela rede de esgoto e 99,54% são atendidos pela coleta de lixo. 98,61% contam com abastecimento de água.

[editar] Problemas urbanos

O crescimento populacional e urbanístico de Curitiba, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também os seguintes fenômenos:

[editar] Composição étnica

Praça do Japão, memorial à imigração japonesa.
Praça do Japão, memorial à imigração japonesa.

Na sua formação histórica, a demografia de Curitiba é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente poloneses, ucranianos, italianos, alemães e japoneses, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.

Cor/Raça Percentagem
Branca 77,4%
Preta 2,9%
Parda 18,2%
Amarela ou indígena 1,4%

Fonte: Censo 2000

[editar] Imigrantes

O processo de desenvolvimento populacional tanto da cidade como do município teve origem com o tropeirismo e ondas migratórias iniciada por portugueses, espanhóis e outro grupos étnicos incluindo ciganos, judeus e africanos. Após este período, a cidade recebeu forte onda de imigração européia: alemães a partir de 1833; em 1871, os polacos e ucranianos e, por último, os italianos. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos.[34][35] É a única cidade brasileira a possuir grafia em idioma polonês: Kurytyba.[34]

Em 1876, existiam em Curitiba vinte colônias agrícolas compostas de vários grupos étnicos, os quais abrigavam, além de agricultores, outros profissionais. Merecem destaque as colônias de imigrantes japoneses que começaram a chegar a partir de 1960 do Norte do Paraná e os sírio-libaneses que começaram a chegar logo depois da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, esse processo foi substituído pelas migrações internas, oriundas principalmente de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (estima-se que atualmente quase metade da população da cidade seja composta por migrantes)[36].

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia de Curitiba

Curitiba é o centro econômico do estado do Paraná e o quarto maior PIB do país[18]. Em parte, isso se deve à população de mais de três milhões de habitantes, se for considerada a sua região metropolitana; a cidade se destaca por ter a economia mais forte do sul do país[37], contando o trabalho de exportação das novecentas fábricas instaladas no bairro Cidade Industrial e das duas grandes indústrias automobilísticas que estão localizadas na Grande Curitiba, Renault e Volkswagen. Ademais, foi eleita várias vezes como "A Melhor Cidade Brasileira Para Negócios", segundo ranking elaborado pela revista Exame, em parceria com a consultoria Simonsen & Associados[38]. Em julho de 2001, Curitiba tornou-se a primeira cidade a receber o prêmio "Pólo de Informática" concedido pela revista Info Exame, pelo desempenho de suas empresas de tecnologia. De acordo com a revista, o conjunto de empresas de Tecnologia e Informática sediadas em Curitiba apresentou, em 2001, um faturamento de U$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 21% em relação ao ano anterior.[39]

Parque Tingui, Réplica de Igreja Ucraniana
Parque Tingui, Réplica de Igreja Ucraniana

Além disso, a capital paranaense concentra a maior porção da estrutura governamental e de serviços públicos do estado e sedia importantes empresas nos setores de comércio, serviços e financeiro. Com um parque industrial de 43 milhões de metros quadrados[40], a região metropolitana de Curitiba atraiu grandes empresas como ExxonMobil, Elma Chips, Sadia, Kraft Foods, Siemens e HSBC, bem como grandes empresas locais - O Boticário e Positivo Informática, por exemplo. Além de centro comercial e cultural, a cidade possui um importante e diversificado parque industrial incluindo o segundo maior pólo automotivo do país[41] e o principal terminal aeroviário internacional da região Sul[42][43], o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

[editar] Agropecuária

O município de Curitiba concentra quase toda a sua população na área urbana, tendo, portanto, uma reduzida atividade agropecuária.

[editar] Comércio

O intenso movimento comercial de Curitiba foi facilitado pela sua extensa rede de vias de comunicação e sua desenvolvida indústria. Os principais produtos exportados são: madeira beneficiada, laminada e compensada; móveis; couro; rações e adubos; produtos químico-farmacêuticos e metalúrgicos. Entre os produtos importados estão os eletrodomésticos, os gêneros alimentícios, os hortifrutigranjeiros, a madeira bruta, os produtos têxteis e artigos manufaturados em geral.

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