Chocolate

Nota: Para outros significados de Chocolate, ver Chocolate (desambiguação).
Chocolate: Derretido e em tabletes
Chocolate: Derretido e em tabletes

O chocolate é um alimento encontrado na forma pastosa e de bebida doce ou amarga, feito a partir do cacau; antes dos espanhóis chegarem às Américas, os astecas já conheciam o cacau. Com elas, faziam um líquido escuro que chamavam de xocoatl (do náuatle xococ "amargo" + atl "água"[1]). Em 1502, a ilha de Guanaja, habitada pelos astecas, povo místico e religioso, recebeu a esquadra de Colombo. O navegador foi um dos primeiros europeus a provar o sabor do chocolate. A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP desenvolveu um chocolate à base de cupuaçu que pertence à mesma família do cacau.

Índice

[editar] História do chocolate no Brasil

Várias fábricas se instalaram no Brasil. Em Porto Alegre os irmãos alemães Franz e Max Neugebauer, juntamente com o sócio Fritz Gerhardt fundaram a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt em 1891.

A Lacta foi fundada em São Paulo em 1912, com o nome de Societè Anonyme de Chocolats Suisses. A Nestlé abriu sua primeira fábrica no Brasil em 1921, Araras, SP. A Kopenhaguen começou o empreendimento em 1925, em São Paulo. Já a Chocolates Garoto foi fundada em 1929 pelo alemão Henrique Meyerfreund, num galpão localizado na Prainha, Vila Velha, ES.

[editar] Tipos de chocolate

Chocolate em suas diversas composições: Chocolate branco (branco), chocolate ao leite (mais claro) e chocolate amargo (mais escuro)
Chocolate em suas diversas composições: Chocolate branco (branco), chocolate ao leite (mais claro) e chocolate amargo (mais escuro)

O chocolate é um alimento popular que tem conhecido diversas formas de apresentação. Pode ser bebido (chocolate em pó) com leite, ou em tabletes. Neste caso é apresentado em muitas versões: ao leite (em Portugal diz-se chocolate de leite), branco, amargo, com amendoim, amêndoa ou avelã, com ou sem recheio, etc., variando em função do acréscimo em partes diferentes de seus componentes individuais e assim, varia também seu valor calórico, que em qualquer dos casos é elevado.

  • O chocolate amargo é feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite, e algumas versões permitem a sua utilização como base para sobremesas, bolos e bolachas. Deve-se usar um mínimo de 35% de cacau, segundo as normas européias.
  • O chocolate ao leite ou chocolate de leite leva na sua confecção leite ou leite em pó. As normas européias estabelecem um mínimo de 25% de cacau.
  • A couverture é o chocolate rico em manteiga de cacau, utilizados pelos profissionais chocolateiros, como a Valrhona, Lindt & Sprüngli, Theo Chocolate e outros, com mais de 70% de cacau, e gordura de cerca de 40%.
  • O chocolate branco é feito com manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina, podendo ser acrescentados aromas como o de baunilha[2]. Inventado na Suíça após a I Guerra Mundial, só foi divulgado nos anos 80 do século XX pela Nestlé.

[editar] Valor nutritivo

O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benefícios para a saúde humana, nomeadamente devido à presença de ácido gálico e epicatecina, flavonóides com função cardioprotectora. Sabe-se que o cacau tem propriedades antioxidantes. O chocolate constitui ainda um estimulante devido à teobromina, embora de fraca capacidade. O chocolate também possui cafeína e sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores como a endorfina.

[editar] Efeitos em animais

Em certas quantidades, a teobromina encontrada no chocolate é venenosa a animais como cães, gatos, especialmente filhotes, cavalos, papagaios e hamsters. Alimentados com chocolate, estes animais não conseguem metabolizar a substância eficazmente, e esta permanece no seu sistema circulatório por quase 20 horas. Esses animais podem, devido ao consumo, ter convulsões, ataques cardíacos, hemorragia interna, e às vezes a morte. O tratamento médico deve fazer com que o animal vomite o chocolate dentro de duas horas depois de engolido, ou levá-lo a um veterinário.

Um cão de 20 kg irá normalmente sentir dores de estômago depois de comer menos que 240 g de chocolate com leite, mas não irá necessariamente ter bradicardia ou taquicardia a não ser que ele coma pelo menos meio quilo de chocolate de leite. Se ele não expelir o chocolate do seu sistema por causa do açúcar ou da gordura, então ele terá 50% de probabilidade de sobreviver depois de comer 5 quilos. Chocolate preto (com menos leite) tem aproximadamente 50% a mais de teobromina e por causa disso é mais perigoso aos cães.

[editar] Outros aspectos

  • A um indivíduo compulsivo em comer chocolates e/ou afins dá-se o nome de chocólatra. Aquele que não tem autodomínio diante de qualquer tipo de chocolate em qualquer forma.
  • Na sociedade atual o chocolate possui uma característica interessante servindo como um substituto à linguagem no relacionamento humano, estabelecendo relação de comunicação de laços de amizade, solidariedade e amor. Dar uma caixa de bombons pode significar: "feliz aniversário", "boa viagem", "desculpe-me", "saúde" ou "estou apaixonado por você". Trata-se de um presente difundido no Dia dos Namorados, Dia das Mães e em alguns países também se valem de bombons para recompensar os filhos exemplares. Durante a Páscoa é transformado em coelhos e ovos, símbolos da Ressurreição de Cristo.

[editar] Lista de marcas de chocolate

Bombom, um tipo especial de chocolate
Bombom, um tipo especial de chocolate

[editar] Chocolate em outras línguas

  • Inglês --> Chocolate
  • Espanhol --> Chocolate
  • Francês --> Chocolat
  • Alemão --> Schokolade
  • Italiano --> Cioccolato
  • Holandês --> Chocolade
  • Chinês --> 巧克力
  • Japonês --> チョコレート
  • Coreano --> 초콜렛
  • Grego --> Σοκολάτα
  • Russo --> Шоколад
  • Afrikaans --> Sjokolade

Referências

  1. http://dictionary.reference.com/browse/chocolate Modern Language Association (MLA): "chocolate." Online Etymology Dictionary. Douglas Harper, historiador. Acessado em 1.º de setembro de 2008
  2. Sem dúvida, site da revista Galileu

[editar] Ligações externas

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