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Analytic Hierarchy ProcessO AHP (Analytic Hierarchy Process) é um método para auxiliar as pessoas na tomada de decisões complexas. Mais do que determinar qual a decisão correta, o AHP ajuda as pessoas a escolher e a justificar a sua escolha. Baseado em Matemática e Psicologia, ele foi desenvolvido na década de 1970 pelo Prof. Ph. D. Thomas L. Saaty[1]. Tem sido extensivamente estudado e refinado desde então. O AHP fornece um procedimento compreensivo e racional para estruturar um problema, para representar e quantificar seus elementos, para relacionar estes elementos com as metas globais e para avaliar soluções alternativas. É utilizado pelo mundo todo em uma ampla variedade de situações de decisões, em campos como governo, negócios, indústria, saúde e educação. Diversas empresas fornecem software para auxiliar a aplicação do AHP. Os usuários do AHP, primeiramente, devem decompor seu problema de decisão em uma hierarquia de subproblemas mais facilmente compreendidos, cada qual pode ser analisado independentemente. Os elementos da hierarquia podem relacionar-se com qualquer aspecto do problema de decisão – tangível ou intangível, ser medidos com precisão ou estimado grosseiramente, ser de boa ou de pobre compreensão – ou seja, qualquer coisa que se aplique à decisão. Uma vez que a hierarquia é construída, os responsáveis pelas decisões avaliam sistematicamente seus vários elementos, comparando-os um ao outro, em pares. Ao fazer as comparações, eles podem usar dados concretos sobre os elementos, ou podem usar seus julgamentos sobre o significado relativo ou a importância dos elementos. Esta é a essência do AHP: os julgamentos humanos, e não apenas a informação numéricas, podem ser usados na tomada de decisão. O AHP converte os julgamentos em valores numéricos que podem ser processados e comparados sobre toda a extensão do problema. Um peso numérico, ou prioridade, é derivado para cada elemento da hierarquia, permitindo que elementos distintos e freqüentemente incomensuráveis sejam comparados entre si de maneira racional e consistente. Esta potencialidade distingue o AHP de outros métodos de tomada de decisão. Na etapa final, as prioridades numéricas são derivadas para cada uma das alternativas da decisão. Desde que estes números representam a habilidade relativa das alternativas de conseguir o objetivo da decisão, permitem uma consideração direta dos vários cursos de ação.
[editar] Usos e aplicaçõesEmbora possa ser utilizado por indivíduos lidando com decisões simples, o AHP é mais útil quando equipes estão envolvidas em problemas complexos, especialmente aqueles de apostas altas, que necessitam de percepção humana e cuja resolução terá repercussão de longo-prazo[2]. O uso do AHP como método de tomada de decisão traz vantagens singulares quando elementos importantes da decisão são difíceis de quantificar ou comparar, ou quando a comunicação entre os elementos é impedida por especialidades, terminologias e perspectivas diferentes. A aplicação do AHP envolve a síntese matemática de vários julgamentos sobre o problema de decisão. É comum ter de se realizar dezenas e até centenas de julgamentos. Embora a matemática possa ser feita à mão ou com uma calculadora, é mais comum o uso de um dos vários modelos de software disponíveis para a entrada de dados e síntese dos resultados. Os modelos mais simples são as planilhas eletrônicas. Há também modelos mais complexos, acadêmicos ou comerciais, que podem incluir aparelhos especiais para a aquisição dos julgamentos em reuniões. [editar] Passos do AHPO método pode ser resumido como:
[editar] O AHP no BrasilO estudo de métodos de tomada de decisão se insere na Pesquisa Operacional, que por sua vez é uma sub-área de conhecimento da Engenharia de Produção, conforme a Tabela de Áreas do Conhecimento[1] do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Assim, diversos trabalhos podem ser obtidos em congressos ou periódicos publicados pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção[2] ou pela Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional[3]. Dentre os pesquisadores que aplicam o método podem ser citados o Prof. Dr. Helder G. Costa da Universidade Federal Fluminense, a Profa. Dra. M. Carmen Neyra Belderrain do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e os Profs. Drs. Fernando A. S. Marins e Valério A. P. Salomon da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquisa Filho. [editar] Referências
[editar] Ligações externas |