Alfabeto fonético internacional

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Tabela completa do alfabeto fonético internacional (em inglês).
Tabela completa do alfabeto fonético internacional (em inglês).

O alfabeto fonético internacional (AFI) é um sistema de notação fonética baseado no alfabeto latino, criado pela Associação Fonética Internacional como uma forma de representação padronizada dos sons do idioma falado.[1] O AFI é utilizado por linguistas, fonoaudiólogos, professores e estudantes de idiomas estrangeiros, cantores, atores, lexicógrafos e tradutores.[2][3]

O AFI foi projetado para representar apenas aquelas características da fala que podem ser distingüidas no idioma falado: fonemas, entonação, e a separação de palavras e sílabas.[1] Para representar características adicionais da fala, como o ranger dos dentes, língua presa e sons feitos com lábios leporinos, utiliza-se de um conjunto ampliado de símbolos, chamados de extensões ao AFI.[2]

Ocasionalmente outros símbolos também foram adicionados, removidos ou modificados pela Associação Fonética Internacional. Em 2008 o AFI possui 107 letras distintas, 52 diacríticos e 4 marcas de prosódia.

Os símbolos do alfabeto fonético internacional são divididos em três categorias: letras (que indicam os sons básicos), diacríticos (que especificam mais esses sons básicos) e supra-segmentais (que indicam características, como velocidade, tom e acento tônico). Essas categorias são divididas em seções menores: as letras podem ser vogais ou consoantes e os diacríticos e supra-segmentais são classificados de acordo com o que indicam: articulação, fonação, tom, entonação ou acentuação tônica. De tempos em tempos, símbolos são adicionados, removidos ou modificados pela Associação Fonética Internacional.

Índice

[editar] História

Em 1886 um grupo de professores de idiomas franceses e britânicos, liderados pelo lingüista francês Paul Passy, formou o que passaria a ser conhecido (de 1897 em diante) como Associação Fonética Internacional (em francês Association phonétique internationale).[4] O alfabeto original teve como base uma reforma ortográfica do inglês conhecida como alfabeto rômico, porém para adequá-lo a outros idiomas os valores dos símbolos tornaram-se variáveis de acordo com as características de cada língua.[5] Por exemplo, o som [ʃ] (ch em "chave") era representado originalmente com a letra <c> no inglês, porém com a letra <x> em francês.[4] Em 1888, entretanto, o alfabeto foi revisado e uniformizado em todos os idiomas, e adquiriu assim uma base para todas as revisões futuras.[4][6]

Desde a sua criação o AFI passou por diversas revisões. Depois das principais revisões e expansões, ocorridas em 1900 e 1932, permaneceu inalterado até a convenção de Kiel, realizada em 1989. Uma revisão de menor importância ocorreu em 1993, com a adição de quatro vogais semicentrais[2] e a eliminação dos símbolos para as implosivas surdas.[7] O alfabeto foi revisado pela última vez em maio de 2005, com a adição de um símbolo para o flape labiodental.[8] Além da adição e eliminação de símbolos, as mudanças no AFI consistiram na sua maior parte da renomeação dos símbolos e de suas categorias, e na modificação das fontes utilizadas.[2]

Recentemente o alfabeto foi expandido: As extensões do alfabeto fonético internacional foram criadas em 1990, e oficialmente adotadas pela Associação Internacional de Lingüística e Fonética Clínica em 1994.[9]

A maioria das letras do alfabeto é originária do alfabeto romano ou derivada dele, algumas são do alfabeto grego e outras não parecem pertencer a alfabeto nenhum.

[editar] Descrição

O princípio geral do alfabeto fonético internacional é fornecer um símbolo para cada som ou segmento de fala distinto.[10] Isto significa que o alfabeto não se utiliza de combinações de letras para representar sons únicos,[III] ou de letras únicas para representar mais de um som (como o <x> pode representar [ks] no português). Não existem letras que têm valores sonoros diferentes de acordo com o contexto (como o <c> possui no português e em outros idiomas europeus) e, finalmente, o AFI não costuma ter letras separadas para dois sons, se nenhuma língua conhecida fizer distinção entre eles (uma propriedade conhecida como "seletividade"[2]).[IV]

Entre os símbolos do alfabeto, 107 representam consoantes e vogais, 31 são diacríticos utilizados para especificar ainda mais estes sons, e 19 são utilizados para indicar características como quantidade, tom, tonicidade e entonação.[II]

[editar] Formatos das letras

Os símbolos escolhidos para o alfabeto fonético internacional têm como intenção a harmonia com o alfabeto latino.[V] Por este motivo, a maioria dos símbolos ou é derivada das próprias letras latinas ou das gregas, ou modificações de ambas. Existem, no entanto, símbolos que não pertencem à nenhuma das duas: por exemplo, o símbolo que indica a oclusiva glotal, <ʔ>, tem a forma de uma espécie de ponto de interrogação, e era originalmente um apóstrofo.[VI] Outros símbolos, como aqueles da faringal fricativa sonora, <ʕ>, embora modificados para serem utilizado em conjunto com o alfabeto latino, foram inspirados por glifos em outros sistemas de escrita (neste caso, a letra , `ain, do alfabeto árabe).[7]

Apesar desta preferência por letras que se harmonizem com o alfabeto latino, a Associação Fonética Internacional admitiu ocasionalmente símbolos que não têm esta propriedade. Por exemplo, antes de 1989, os símbolos do AFI para os cliques eram <​ʘ>, <​ʇ>, <​ʗ>, e <ʖ>, todos derivados tanto de símbolos já existentes para representá-los, ou de letras greco-latinas. No entanto, com a exceção de <ʘ>, nenhum destes símbolos era utilizado pelos hotentotistas ou bantólogos, e, como resultado disso, foram substituídos por símbolos não-latinos porém mais difundidos entre os povos que os utilizam: <ʘ>, <ǀ>, <ǃ>, <ǂ>, e <ǁ> na convenção de Kiel, realizada em 1989.[11]

[editar] Símbolos e sons

O alfabeto fonético internacional baseia-se no alfabeto latino, utilizando-se de quanto menos formas não-latinas possível.[4] A Associação Fonética Internacional criou o AFI para que os valores sonoros da maioria das consoantes retiradas do alfabeto latino corresponderiam ao seu "uso internacional".[4] As letras <b>, <d>, <f>, <ɡ> ("duro"), <k>, <l>, <m>, <n>, <p>, <s>, <t>, <v>, <w>, e <z> têm os mesmos valores utilizados no português; e as vogais, também do alfabeto latino (<a>, <e>, <i>, <o>, <u>) correspondem aos seus valores sonoros do português, equivalentes aos sons originais latinos. Outras letras representam valores diferentes do português, representando valores que lhe são dadas em outras línguas européias, como <j>, <x> e <y>.

Este inventório foi ampliado com o uso de formas maiúsculas ou cursivas, diacríticos e rotações. Existem ainda diversas letras que foram derivadas ou adaptadas do alfabeto grego, embora os valores sonoros nem sempre tenham permanecido equivalentes. Por exemplo, <ʋ> é uma vogal no grego, porém é apensa uma consoante indiretamente relacionada, no AFI. Três destas letras derivadas do grego (<β>, <θ> e <χ>) são utilizadas sem quaisquer modificações à sua forma, enquanto outras (incluindo <ɣ>, <ɛ>, <ɸ>, e <ʋ>) tenham sido levemente modificadas, e codificadas separadamente de suas "letras-mãe" no Unicode.

Os valores sonoros das letras latinas modificadas freqüentemente são derivados daqueles utilizados nas letras originais.[12] Por exemplo, letras que apresentam em sua grafia um gancho para baixo e para a direita representam consoantes retroflexas, enquanto letras maiúsculas em tamanho pequeno costumam representar consoantes uvulares. Além do fato de que certos tipos de modificação ao formato de uma letra geralmente correspondem a certos tipos de modificação aos sons que elas representam, normalmente não há maneira de deduzir o som representado por um símbolo através da forma de sua grafia (ao contrário, por exemplo, da Fala Visível).

Além das próprias letras, existe uma grande variedade de símbolos secundários que auxiliam na transcrição. sinais diacríticos podem ser combinados às letras do AFI de maneira a transcrever os valores fonéticos modificaos, ou articulações secundárias. Existem também símbolos especiais para características suprasegmentais, como tonicidade e entonação, que são utilizados com freqüência.

[editar] Utilização

Ver também

Ébauche é "esboço" em francês.
Ébauche é "esboço" em francês.

Existem duas maneiras de utilizar os caracteres do alfabeto fonético internacional para transcrever um determinado idioma: pode-se representar os fonemas, através da a transcrição fonológica (que transcreve os caracteres entre barras e a transcrição fonética, que representa os sons dos fonemas (e costuma transcrever os caracteres entre colchetes).

Embora o AFI ofereça mais de cem símbolos para transcrever a fala, não é necessário que se utilize de todos os símbolos relevantes ao mesmo tempo; é possível transcrever a fala com diferentes nívels de precisão. O tipo mais preciso de transcrição fonética, no qual os sons são descritos com o maior nível de detalhe que o sistema permite, sem qualquer preocupação com a significância lingüística das distinções feitas desta maneira, é conhecido como transcrição estreita, ou detalhada. Qualquer outra coisa recebe o nome de transcrição larga ou ampla, embora estes termos sejam, obviamente, relativos. Os dois tipos de transcrição são representadas geralmente entre colchetes,[1] porém a transcrição larga por vezes pode estar entre barras e não colchetes.

Duas transcrições fonéticas da palavra "international" ("internacional", em inglês), demonstrando duas pronúncias distintamente diferentes.
Duas transcrições fonéticas da palavra "international" ("internacional", em inglês), demonstrando duas pronúncias distintamente diferentes.

A transcrição larga apenas distingue entre os sons que são considerados diferentes pelos falantes de um determinado idioma. Os sons que são pronunciados diferentemente de acordo com os dialetos ou estilos do idioma, ou de acordo com os sons vizinhos, podem ser considerados como sendo sons "iguais" já que são alófonos dos mesmos fonemas. Por exemplo, a pronúncia da palavra "porta" pode ser transcrita de maneira ampla utilizando-se do AFI como /pɔɾtɐ/, e esta transcrição larga (e imprecisa) é uma descrição correta de muitas, ainda que não todas, as pronúncias da palavra no português. Esta transcrição ampla meramente identifica os diferentes componentes foneticamente relevantes da palavra, sem indicar a variedade de sons correspondentes. Por outro lado, as transcrições estreitas (colocadas entre colchetes) especificam a maneira com que cada som é pronunciado. Uma transcrição mais estreita de "porta" iria variar de acordo com a maneira, o sotaque ou o dialeto em que for falada: [pɔːhtɐ], [pɔːɹtɐ] e [pɔːɾtə̆] são algumas das possibilidades.

Nem a transcrição larga nem a estreita para o alfabeto fonético internacional fornecem uma descrição absoluta; elas são descrições relativas dos sons fonéticos. Esta definição se aplica especialmente às vogais no AFI: não existe um mapeamento rápido e consistente entre os símbols do alfabeto e as faixas de freqüência formantes, dependendo da fonologia do idioma em questão.

[editar] Lingüistas

Embora o alfabeto fonético internacional seja popular entre os lingüistas para transliterações, outros métodos, como a notação fonética americanista ou mesmo o AFI aliado a certos símbolos não-oficiais, são utilizados por motivos que incluem a redução da margem de erros na leitura de transcrições manuscritas, ou uma suposta inadequação do AFI a certas situações. A prática exata varia consideravelmente de idioma para idioma e mesmo entre cada estudioso ou pesquisador, de maneira que os autores freqüentemente optam por incluir uma explicação do motivo de suas escolhas.[13]

[editar] Dicionários

O alfabeto fonético internacional não é universl entre os dicionários dos diversos idiomas do mundo. Na República Tcheca, por exemplo, os dicionários de grande circulação no mercado tendem a utilizar o AFI apensa para os sons que não existem no tcheco.[14]

Nos Estados Unidos da América, para representar os sons do inglês, muito dicionários se utilizam de um alfabeto fonético diferente, chamado American phonemic transcription. O sistema americano foi concebido para usar diacríticos em vez de caracteres especiais, o que facilita muito para quem usa computadores sem as fontes do AFI ou máquina de escrever. Contudo, com o crescente uso de computadores e processadores de texto que podem produzir os caracteres do AFI, o sistema de transcrição americano vem sendo, aos poucos, suplantado.

[editar] Ortografias e variantes maiusculizadas

Ver também Os símbolos do alfabeto fonético internacional foram incorporados às ortografias-padrão de várias línguas, principalmente na África subsaariana, assim como em outras regiões daquele continente; entre os principais exemplos estão o hauçá, o fula, o akan, o gbe e o mandinga.

Um exemplo das formas maiusculizadas dos símbolos AFI está no kabiyé do norte do Togo, que tem Ɔ Ɛ Ɖ Ŋ Ɣ Ʃ Ʊ (or Ʋ) - formas maiúsculas de ɔ ɛ ɖ ŋ ɣ ʃ ʊ (ou ʋ): MBƱ AJƐYA KIGBƐNDƱƱ ŊGBƐYƐ KEDIƔZAƔ SƆSƆƆ TƆM SE. Outros formas maiúsculas do alfabeto utilizadas incluem Ɓ Ƈ Ɗ Ə/Ǝ Ɠ Ħ Ɯ Ɲ Ɵ Ʈ Ʒ .

[editar] Letras

As letras representam os sons básicos do AFI. Os valores dos sons das consoantes são idênticos aos do alfabeto latino e, em muitos casos, correspondem ao uso na língua portuguesa. Os símbolos das vogais são idênticos aos do alfabeto latino ([a], [e], [i], [o], [u]), correspondendo, grosso modo, às vogais da língua espanhola ou italiana. Já as consoantes do alfabeto latino que foram mantidas nem sempre equivalem aos sons que suas equivalentes têm na língua portuguesa ou nas línguas latinas; o [j], não representa o que aparenta na língua portuguesa, mas o j italiano alemão e neerlandês, que equivale ao som produzido em ditongos com "i", no português, como na palavra "idéia"; o y corresponde ao y ou ü alemães ou ao u francês). O princípio é usar um só símbolo por som, e não como, por exemplo, na língua portuguesa, em que ch e rr, são combinações de símbolos para um som.

O alfabeto fonético internacional divide seus caracteres que representam letras em três categorias: As consoantes egressivas, as consoantes não-egressivas, e as vogais.[15] Cada caractere recebe um número, para evitar confusão entre letras semelhantes (como ɵ e θ), e cada categoria diferente de som recebe diferentes sequências numéricas.

Abaixo estão os símbolos do alfabeto segundo estas divisões. Para saber os códigos correspondentes no Unicode, veja AFI no Unicode. Para mais informações sobre os sons (fonemas) em si, veja Fonética.

As letras que possuem correspondente no alfabeto latino, geralmente recebem também fonema equivalente ao da mesma letra em algum idioma que as usa. Algumas delas aparecem também ligeiramente modificadas. Quando isso ocorre, correspondem a um som similar ao da letra-base. Por exemplo, todas as consoantes retroflexas têm o mesmo símbolo que as consoantes alveolares equivalentes, exceto por adicionarem um "gancho" no canto inferior esquerdo da letra.

Diacríticos podem ser combinados com os símbolos do AFI para transcreverem ligeiras modificações fonéticas ou articulações secundárias. Também, há símbolos especiais para características supra-segmentais, como a tonicidade e o tom.

[editar] Consoantes

[editar] Consoantes egressivas

Uma consoante egressiva é uma consoante que é produzida com a obstrução da glote (o espaço entre as cordas vocais) ou da cavidade oral (a boca), e uma emissão de ar, simultânea ou subseqüente, vinda dos pulmões. Estas consoantes são a maior parte das consoantes existentes no alfabeto fonético internacional, bem como em todos os idiomas humanos. Todas as consoantes do português, e do inglês, por exemplo, estão nesta categoria.[16]

A tabela está dividida em linhas que designam o modo de articulação, indicando como a consoante é produzida, e por colunas que indicam o ponto de articulação, indicando em que lugar do trato vocal a consoante foi produzida. A tabela principal inclui apenas consoantes com um único ponto de articulação.

Ponto de articulação Labial Coronal Dorsal Radical Glotal
Bi­la­bial La­bio­dental Den­tal Al­veo­lar Pós-­al­veo­lar Re­tro­flexa Pa­la­tal Ve­lar Uvu­lar Fa­rin­gal Epi­glo­tal
Modo de articulação
Nasal    m    ɱ    n    ɳ    ɲ    ŋ    ɴ  
Plosiva p b t d ʈ ɖ c ɟ k ɡ q ɢ   ʡ ʔ  
Fricativa ɸ β f v θ ð s z ʃ ʒ ʂ ʐ ç ʝ x ɣ χ ʁ ħ ʕ ʜ ʢ h ɦ
Aproximante    β̞    ʋ    ɹ    ɻ    j    ɰ      
Vibrante    ʙ    r        ʀ    я*  
Vibrante simples    ⱱ̟        ɾ    ɽ      ɢ̆      ʡ̯  
Lateral ɬ ɮ *    *    *       
Aproximante lateral    l    ɭ    ʎ    ʟ  
Vibrante simples lateral      ɺ    *    ʎ̯    ʟ̆    
Notas
  • Asteriscos (*) ao lado dos símbolos indicam sons que (até agora) ainda não têm símbolos oficiais no AFI. Ver os respectivos particos para os símbolos ad hoc encontrados na literatura específica.
  • Cruzes (†) marcam aqueles símbolos do AFI que foram adicionados recentemente ao Unicode. Até o Unicode 5.1.0 este é o caso da vibrante simples labiodental, simbolizada por um v com um "gancho" para a direita: vibrante simples labiodental. Estas serão exibidas corretamente com uma instalação de alguma versão recente das seguintes fontes: Charis SIL, Doulos SIL ou DejaVu Sans.
  • Nas linhas onde alguns símbolos aparecem em pares (as obstruintes), o símbolo à direita sempre representa uma consoante sonora, com exceção do [ɦ]) sussurrado. No entanto, o [ʔ] nunca é sonoro, e a sonoridade do [ʡ] é ambígua.[17] Nas outras linhas (as soantes), cada símbolo representa uma consoante sonoro.
  • Embora exista um símbolo específico para o ponto coronal de articulação para cada uma das consoantes exceto as fricativas, em se tratando de determinados idiomas os símbolos podem ser tratados como especificamente dentais, alveolares ou pós-alveolares, de acordo como for apropriado para cada idioma, sem o uso dos diacríticos.
  • Áreas escurecidas indicam articulações tidas como impossíveis.
  • Os símbolos [ʁ, ʕ, ʢ] representam aproximantes ou fricativas sonoras.
  • Em muitos idiomas, como o inglês, [h] e [ɦ] não são exatamente glotais, fricativas, ou aproximantes; ao invés disso, são tidas como meras fonações.[18]
  • A forma assumida pela língua, e não a sua posição, que distingüe as fricativas