Absurdo



O português absurdo é emprestimo erudito do século XVI ao adjetivo latino absurdus, "desagradável ao ouvido", e, por extensão, "incompriencível, absurdo", derivado do adjetivo latino surdus, "surdo". Sua substantivação na língua portuguesa é bastante antiga. (cf. Cicéron, De Oratore, III, 41)

[editar] Lógica

Na lógica, o absurdo é o conjunto de proposições que leva inevitavelmente a a uma negação de alguma das proposições anteriores que eram consideradas como verdadeiras. Exemplo: 1. A => negação de B, 2. B, 3. A Dado 3 e 1, se chega a "negação de B" que é a negação da proposição 2.

[editar] Literatura

Em literatura, o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo. É uma característica recorrente no humor, desde Gila a Ramón Gómez de la Serna. Na literatura contemporânea destaca-se o valor existencialista que repercutiu com o chamado "Teatro do absurdo", ou a patafísica nos autores como Samuel Beckett ou Eugène Ionesco.

[editar] Ver também

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